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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

A vizinhança está a ficar estranha.

Não sei se os meus amigos bloggers já se aperceberam mas a vizinhança está a ficar um pouco estranha. Andam por ai pessoas que criam blogs atrás de blogs. Quando se cansam de andar a comentar com um nome tratam de fazer um nove perfil e começam a comentar tudo outra vez. Por vezes são comentários sem nexo que não têm nada a ver com o assunto do post. Não são mal educados ou pelo menos não tenho queixas nesse sentido mas não percebo a necessidade de criarem novos perfis. Ao fim de dois ou três comentários percebemos logo que é a mesma pessoa pelas expressões que usa a escrever.

Vamos ver e  percebemos que criaram novos blogs. Fazem um post ou dois e abandonam o barco. Voltam passados uns dias já mascarados com outro nome. Será que é um complô para dar comigo em doida ou mais alguém sofre do mesmo mal?

Vêm o sol e com ele as alergias.

Eu sei que pareço uma daquelas pessoas que nunca está satisfeita com nada mas o fim de semana não correu muito bem. Saímos no Sábado, deixamos os meninos com familiares enquanto eu e marido fomos fazer uma coisa que já estava combinada à imenso tempo. Os meninos andaram um pouco na rua mas sempre agasalhados. Na noite de sábado para domingo acordei com o Santiago cheio de falta de ar e completamente rouco. Foi dormitando e choramingando até a manhã de Domingo. Fiz-lhe ventilam de manha e passei o dia a colocar soro no nariz. Entretanto notei que os mais velhos também andavam sempre a espirrar. 

No domingo fomos ao parque com os quatro. Quando voltei a casa vinha aflita, fiquei com a sensação de ter uma bola de pó entalada na garganta e essa sensação mantém-se até hoje. Os mais velhos começaram com tosse e o Salvador começou a dar sinais de nariz entupido. Dormi a noite de domingo para segunda no sofá com o Santi para deixar o resto da malta dormir. Ele dormiu um pouco melhor mas só porque estava quase sentado. De manhã percebi que o marido estava a dormir com o Salvador que também já estava rouco e cheio de tosse.

Não nos demos por vencidos e ontem tornamos a ir para a rua com eles. Os mais velhos estão numa descarga constante. O Santiago já está um pouco mais aliviado, agora é o Salvador que está pior. Ainda hoje depois do leite tossiu tanto que pensei que ia vomitar tudo.

Não consigo perceber se se constiparam todos ou se o problema são as alergias. Só sei que estou mais cansada depois destes três dias em casa do que se tivesse estado a trabalhar.

Alguém me pode dizer o que aconteceu aos meus bébes?

Viram-nos por ai? É que desapareceram e foram substituídos por uns rapazinho. Este então acha que já sabe fazer tudo sozinho. Há dias que quer ir para o chão assim que sai do carro. Entra no prédio da avó e sobe até ao quarto andar sozinho. E que bem que ele sobe, espreitem em baixo.

 Cada uma destas novas conquistas enche o meu coração de orgulho,m as nunca me consigo conformar em quão depressa eles crescem.

Saudades do calor

Anseio pelo bom tempo como quem espera por uma carta do seu amor. Tenho saudades de dias em que não chova. Sonho com dias em que é só abrir o guarda roupa, pegar num vestido e estou pronta para sair.

Estou louca por guardar os casacos, os camisolões e as botas. Adoro botas mas agora quero mesmo é sandálias. Sentir uma brisa no pé e os raios de sol a incidir sobre nós. Sinto falta de praia, de pisar a areia e mergulhar os pés no mar. Sinto falta do calor aquele calor que nos deixa peganhentos mesmo não fazendo nada. Tenho saudades de um belo banho de rio, de sentir e ver os peixinhos à nossa volta por entre as águas cristalinas.

Falta daquelas noites quentes em que o calor é tanto que nem conseguimos dormir. Em que saímos de casa porque se está melhor na rua que dentro de quatro paredes. Noites em que as crianças brinca na rua e os seus risos ecoam por todo o lado.

Falta do sol, do seu brilho, do seu calor. Falta do cheiro da roupa seca ao sol. Falta....

Ando que nem louca a planear as férias na esperança que o calor venha mas ele está muito envergonhado este ano. Alguém que o avise que já está no tempo dele. Pode desibernar e vir aquecer a malta que está tudo com saudades dele.

Conversas com os mais velhos

Aviso: A conversa aqui transcrita é real e pode ferir as susceptibilidades das pessoas mais sensíveis.

 

A avó deu um rebuçado a cada um dos mais velhos quando fomos deixar os gémeos. Ia eu a conduzir e oiço:

- Mãe toma o papel do meu rebuçado.

- Leonardo lambes-te o papel?

- Sim!

- Então não vou pegar nesse papel todo lambuzado.

- Esse papel é nojento - diz o Guilherme

- Mas então o que é que eu faço com ele.

 - Vais a segura-lo até à escola e depois pões no lixo. 

- Mas não podes pegar no papel? Eu até fiz um buraco para escorrer a baba.- responde ele com um ar de gozo

 Isso é tão asqueroso, eu é que não vou pegar nisso e ficar com a mão cheia de baba - grito eu imitando uma voz estranha.

- Guarda esse papel Leonardo que isso é mesmo nojento.

Claro que fomos a discutir o que se fazia ao papel até chegarmos à escola. Reparei que o Leonardo o deixou no chão do carro ma eu nem quis saber. Vou deixa-lo lá durante o dia para secar. É o que dá só ter meninos.

Já passaram 9 anos.

Tudo começou no dia 20 de Abril. Acordei cheia de força apesar das minhas 38 semanas de gravidez e resolvi fazer uma limpeza geral na cozinha. Abri o escadote e comecei num sobe e desce para limpar o cimo dos armários da cozinha. Depois de ter os armários limpos achei que devia limpar os azulejos, o candeeiro e o ar condicionado. Depois limpei as portas, as bancadas e quando dei por mim já estava a limpar as janelas. O marido chegou a casa perto das dezasseis horas e encontrou-me pendurada no escadote a limpar as janelas por fora. Quase que me espancava de me ver meio pendurada no cimo do nosso quarto andar. Correu comigo e acabou de limpar o resto das janelas.

Seria de esperar que estivesse cansada depois de uma manhã a limpar mas sentia-me cheia de energia. Tanta que ao fim de jantar convenci o marido a irmos andar um pouco. Regressamos a casa depois de andarmos mais de hora e meia. Ele deitou-se e adormeceu logo. Eu sentia-me meio agoniada e levei um bocado a adormecer. Acordei segundos depois de adormecer com uma sensação esquisita. Pulei para fora da cama,coloquei um pé no chão flutuante e pulei para dentro da casa de banho. Assim que coloquei os dois pés no chão senti algo quente a escorrer-me pelas pernas abaixo. Chamei-o marido e disse-lhe que tínhamos que ir para o hospital porque estava na hora. O marido levantou-se vestiu-se e eu meti-me no polibã para me lavar. O marido resmungava que me tinham dito para não me lavar. Eu respondia que não ia sair toda suja. Ele resmungava para eu me despachar e eu replicava que tínhamos tempo. Ele estava à porta de casa, pronto com as malas e tudo enquanto eu me vestia calmamente.

Chegados ao carro ele começa numa correria desgraçada para chegar à maternidade enquanto eu lhe dizia que podia ir mais devagar. Chegamos a Lisboa e aparecem os primeiros semáforos. O marido pergunta se é preciso passar o vermelho e eu respondo que não. Coitado do homem, a única vez que podia passar vermelhos À vontade e eu não deixei.

No hospital e fui logo encaminhada para o bloco de partos. Colocaram-me aquele soro maravilhoso que provoca conotações. Ao fim de uma hora já não podia com tantas contracções. Ainda a primeira não tinha ido embora já vinha a segunda, eu tinha sono e só queria dormir. Levei a epidural e apaguei. A tia esteve ao pé de mim muito tempo e eu nem dei por nada. Recordo vagamente que de vez em quando vinha alguém que me dizia para abrir as pernas e via a dilatação, eu obedecia em modo sonâmbulo. A ultima das vezes a médica diz-me que tinha a dilatação toda e que tinha que acordar para ter o meu filho. Eu pensei que queria dormir mais um bocadinho. Acho que ainda dormitei enquanto me levavam para o bloco de partos. O marido entrou e eu estava completamente drogada de medicação. As médicas e enfermeiras gozaram que eu mais parecia estar na praia do que prestes a dar à luz. Diziam-me para fazer força quando sentisse vontade e eu nada de fazer força. Elas perguntavam-me se eu não sentia vontade de fazer força eu respondia que sim mas era pura mentira. Parecia que me tinham cortado da cintura para baixo, não sentia nada de nada. A médica teve que se colocar em cima da minha barriga para me ajudar a fazer força porque eu não estava a fazer a coisa bem feita. Elas diziam-me que a força era para fazer em baixo e não na cara mas se eu não sentia nada não sabia onde estava a fazer a força.

Finalmente nasceu o meu menino às 11:17 do dia 21/04/2007. A moleza passou-me logo e apaixonei-me pelo aquele pequeno ser. Senti imediatamente falta dele dentro da minha barriga que passou de um alto para um buraco. Levaram-nos para ver se estava tudo bem e passado um pouco vieram coloca-lo ao pé de mim. Eu fiquei ali uns momentos a olhar para aquela coisinha. Contei-lhe os dedos, toquei-lhe na pele e olhei-o nos olhos. Entretanto o marido veio e eu não podia estar mais enamorada daquele bonequinho. O marido perguntou-me se eu estava bem e eu respondi-lhe que quando quisesse o segundo era só dizer. Ele achou estranho eu ter acabado de ser mãe e já estar a falar no segundo mas assim que tive o meu filho nos braço percebi que nasci para ser mãe.

O novo quarto

Como já vos disse passamos o fim de semana a montar móveis. Na segunda doía-me todos os músculos do corpo talvez porque montei grande parte das coisas sozinha enquanto o marido foi à bola. Já é dificil montar coisas a dois pelo que sozinho é muito pior. Em certas situações parecia que estava a fazer equilibrismo porque com a perna tentava colocar a trave na posição certa enquanto apertava os parafusos com as mãos. Mas pior que me doer o corpo todo foi o ter ficado com as pontas dos dedos todos doridos, até me custava a teclar.

No fim lá conseguimos montar tudo e os meninos estão radiantes com o quarto novo. Os beliches foram escolhidos pelos mais velhos. Eu estava inclinada para algo diferente mas depois até dei o braço a torcer. O facto de serem muito baixos faz com que não me preocupe que os gémeos caiam, afinal o tombo não é grande visto que estão a 20 cm do chão. Depois o facto de terem as escadas a meio faz um género de barreira e ajuda os pequenos a não caírem. Compramos também um roupeiro porque os embutidos que temos já não chagavam, é o que dá ter tanta gente em casa. No final fiquei contente com o resultado. Apesar de cheio o quarto ficou funcional e ainda tem algum espaço para eles brincarem. O Salvador têm dormido a noite toda sozinho e o Santiago dorme até as quatro os cinco da manhã e depois vou busca-lo para a nossa cama.

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 A falta de espaço para brincar não é preocupante porque o segundo quarto está destinado a esse fim.

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 Estamos à espera de um sofá que encomendamos para eles se poderem sentar e ver televisão. Quando recebermos o dito vamos optimizar o espaço.  

Faltam ainda imensas coisas para comprar. Tenho que comprar mais roupa de cama, colchas para as quatro camas mas estou indecisa se compro tudo igual ou não. O que acham?

Sempre a aprontar

Ontem ao final do dia  eu estava na cozinha a fazer umas sopas, o marido falava ao telefone com alguém do trabalho a tentar resolver uma situação e os gémeos estavam na sala a ver o Ruca. Eu ia espreitado para a sala, enquanto descascava os legumes, para ver se eles não estavam a fazer asneiras. Lavei os legumes e coloquei tudo ao lume. Quando me despachei percebi que existia uma ausência de barulho. Não barulho barulho porque o marido continuava ao telefone, o exaustor estava ligado e o bico do gás a chiar, contudo faltava o barulho dos gémeos. Que têm filhos sabe que quando estão acordados e calados isso significa que estão a fazer asneiras.

Espreitei para a sala e não os vi, corri à procura deles e encontro-os a aprontar, claro.

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 Tinha acabado de abrir um pacote novo e eles só pararam quando o pacote chegou ao fim. 54 toalhinhas espalhadas no chão e eles todos molhados de estarem em contacto com elas,