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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Estás preparada para ir de férias com estes quatro miúdos?

Esta foi a pergunta que o marido me fez esta semana e que não me sai da cabeça.

Por um lado estou ansiosa por uns dias de praia, uns dias num hotel sem ter que me ralar com nada. Por outro lado estou em absoluto pânico por não saber se vamos conseguir dar conta do recado. 

Sim o ano passado fomos só os dois com os quatro mas os gémeos ainda não andavam e por isso eram facilmente controlados. Este ano deparamos-nos com o problema de eles não pararem quietos. Se o ano passado eu ficava com dois e o marido ficava com outros dois este anos  acho que não poderá ser assim. É impossível uma pessoa sozinha dar conta dos dois mais pequenos. Se um começa a correr para um lado e outro para o outro o que fazemos?

Então ficamos cada um com um dos gémeos e quem é que toma conta dos mais velhos? Ainda por cima o Guilherme, desde que sabe nadar, gosta de se aventurar na água.

Pois ainda não consegui bem encontrar a solução para esta equação. Contudo lembrei-me que se pode dar o caso de os gémeos se portarem lindamente na praia. Podem simplesmente ficar sossegados a comer areia como os pequenos gostam de fazer. Podem ter medo da água como os bebés costumam ter e pelo menos sei que não vão correr para dentro de água. Se for esse o caso o problema está um pouco mais próximo da solução.

Confesso que até já fiz uma reserva num hotel no entanto fiz daquelas de cancelamento gratuito porque ainda não sei se vamos ter coragem para esta aventura. Outro problema que nos deparamos é que é difícil arranjar quartos para famílias como a nossa. Quer dizer não é difícil mas os que encontramos não iam de acordo com o que pretendíamos. Por norma aparecem  aparthotéis com muitas condições sem refeições incluídas. Ora claro que como estou de férias não faço intenção de cozinhar e esta opção não me parece muito viável. Estão a imaginar entrar num restaurante com quatro crianças e esperar trinta a quarenta minutos para que venha o comer. Ao fim de cinco minutos já estamos a arrancar cabelos ou somo amavelmente convidados a sair.

Por estes motivos queremos um hotel com pensão completa com refeições de buffet. Assim é só chegar escolher e comer. Cada um come o que quer não existe a chatice de não poder comer isto porque vou ter que dividir com os gémeos ou com outra pessoa.

Passei os últimos dias em busca do hotel perfeito e não encontrei. Quando pensava que tinha encontrado um ligava para confirmar se podíamos ficar os seis e recebi sempre a resposta que não, embora o booking  me disse-se que sim.

Resolvi então fazer uma reserva num hotel onde já estivemos e que gostamos bastante. Não é um hotel de luxo mas isso a mim não me apoquenta nada porque por norma passamos muito pouco tempo no quarto. O que me interessa é que seja limpo e confortável e a experiencia anterior diz-nos que sim. O inconveniente é que temos que reservar dois quartos. Isso originou mais uma batalha mental sobre o que fazer, as opções são:

  1. pagar o segundo quarto sem o utilizar. Dormirmos todo ao molhe e fé em deus.
  2. Dormir separada do marido. Ele ficar num quarto com dois e eu noutro quarto com dois
  3. Confiar nos mais velhos para dormirem sozinhos no segundo quarto. Combinando um esquema de não abrirem a porta a ninguém nem saírem do quarto sozinhos. Dar-lhe um telemóvel para nos ligarem quando acordarem e só poderem sair do quarto com a nossa autorização
  4. o marido lembrou-se também de levarmos voluntários connosco já que vamos pagar os dois quartos. Contudo não conhecemos ninguém solteiro ou só o casal sem filhos que pudesse ir connosco. Se houver interessados por favor informem.

Também me lembrei que o hotel pode ter alguém que nos ajude com os miúdos. Por vezes têm contactos de serviços e poderia ser que arranja-se uma babysitter. Contudo teríamos o barreira linguística. Sim porque vamos optar novamente pelo sul de Espanha. As praias são mais sossegadas, têm menos pessoas e fica mais fácil vigiar os meninos. No ano passado em Junho a praia da rocha já estava super lotada o que facilita a perda de crianças principalmente quando são várias.

Acabamos por decidir o destino depois de muito procurar em Portugal mas não encontramos nada que fosse de acordo com o que pensamos que precisamos. Não procurei nada no norte porque não aguento a temperatura da água gelada. Sei que temos praias magnificas mas eu sou muito friorenta. Claro que aceito sugestões se alguém tiver porque estamos muito longe de conhecer este pais todo.

Resumindo, porque já me alarguei demais neste post, a questão é estamos preparados para ir de férias com quatro crianças? Estamos preparados para fazer uma viagem de sete horas com quatro miúdos fechados num carro?

Não sei se estamos e não sei alguma vez vamos estar. Vou deixar a reserva feita e em cima da data vamos decidir se vamos ou não. Entretanto vou experimentar levar os gémeos à praia a ver como é que se portam.

Alergia ao suor

Já por várias vezes vos falei da pele extremamente delicada que os pequenos cá de casa têm. Tenho imenso cuidado diário com a sua higiene. Os cremes têm que ser sempre para peles atópicas e mesmo assim não pode ser qualquer um. Contudo o problema com que mais me debato é com a alergia que eles fazem ao próprio suor. 

Bastou apertar um pouco mais o calor e o Salvador ficou assim. 

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 Fica com o corpo coberto de pequeninos pontos vermelhos, ele fica aflito com comichão. A pele fica áspera, ao toque mais parece uma lixa fininha.

Que truques utilizamos quando está assim? Primeiro que tudo reforçamos os banhos, se possível damos mais do que um por dia. Quando não temos possibilidade de dar mais do que um  banho usamos água termal, existe em spray na farmácia de inúmeras marcas, e borrifamos-lhe o corpo várias vezes ao dia. Na falta de água termal já recorri a refresca-lo com um simples pano molhado desde que seja algo macio e que não façamos muita fricção. Nos banhos é necessário ter atenção à temperatura da água que deve ser tépida ou no mais fria possível. Evitar produtos químicos abrasivos, nós utilizamos óleo de banho do exomega ou xemose. Depois do banho aplicar um bom creme mas fazer uma aplicação ligeira sobre o corpo. Explicaram-me que deveríamos espalhar primeiro o creme nas nossas mãos e depois esfregar as mãos no corpo da criança evitando assim que fique com creme em excesso o que impossibilita a pele de respirar.

Devemos ter também cuidado na roupa que vestimos à criança. Dar preferência a peças de algodão e colocar o mínimo de roupa possível para evitar a transpiração.

Por norma, se não deixarmos avançar a coisa resolve-se facilmente. Ontem há noite estava cheio de borbulhas e hoje de manhã já não tinha nada, tudo porque tomamos logo medidas.

Infelizmente este tipo de problemas têm vindo a crescer e as pessoas não estão sensibilizadas. Lembro-me que no ano passado me disseram que o Leonardo não podia ir à pré no dia seguinte porque devia estar com alguma doença. Eu tive que explicar que era alergia e que tinham que tentar resguardar o menino.  Muitas são as pessoas que tomam estes sintomas como indicio de doença. Seria bom que este tema fosse mais abordado para ajudar os pais a lidar melhor com o problema e procurar ajuda especializada.