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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O prédio do amor

Hoje resolvi contar-vos uma situação muito gira e, penso eu, nada comum que se passou na nossa família.

Tudo começou quando as minhas avós e muitos outras pessoas se encontraram todos no mesmo prédio. A minha avó materna mudou-se com seis dos seus filhos para este novo apartamento (4B). Por sua vez, a sua filha mais velha já casada e com uma filha ocupou a casa do lado (4C). Para a terceira casa (4A) daquele quarto andar foi viver uma senhora com três rapazes .

O tempo foi passando, as crianças foram crescendo até que se tornaram homens e mulheres. Uma das irmãs da minha mãe enamorou-se pelo vizinho do terceiro C. Começaram a namorar, casaram e começaram a aumentar a família. Entretanto um dos irmãos da minha mãe começou a namorar e acabou por casar com uma das três irmãs do terceiro B.

Pouco depois, um dos rapazes do 4A namorou e casou com uma rapariga do rés-do-chão. O irmão mais velhos começa a namorar com uma das irmãs do 3B e o irmão mais novo, o mais preguiçoso de todos, resolve ir buscar namorada na casa do lado. E foi assim os meus pais começaram a namorar e casaram. Mais tarde o meu tio paterno mais velho casou com a vizinha do 3B e eu passei a ter primos que são primos entre si também. Bem sei que é um pouco confuso, eu em criança não percebia porque é que o meu primo R, filho do irmão do meu pai, era primos dos meus primos H e C que era filhos do irmão da minha mãe. Só mais tarde percebi que a minha tia casada com o irmãos do meu pai era irmã da minha tia casada com o irmão da minha mãe.

Que grande confusão! Não é tanto assim. Até que era engraçado visitar as avós. Nunca conheci ninguém que tivesse duas avós a viverem lado a lado. Claro que quando visitávamos as avós visitávamos também um monte de tios. O prédio estava sempre cheio com a nossa família.

Mais tarde crescemos e uma das minha primas ainda namorou com um rapaz do prédio. Namoraram uns tempos até que cada um seguiu o seu caminho. Agora uma outra prima namora com um rapaz do segundo andar.

E é assim que a nossa vida se vai desenrolando toda em volta dum simples prédio.

Conhecem alguém com uma história assim?

 

Nunca conheci nenhuma criança que não adorasse brincar com...

Molas, sim aquele objectos coloridos que usamos para estender roupa. Cá em casa é um dos brinquedos preferidos, já o foi no tempo dos mais velhos e agora a história repete-se. Ainda ontem divertira-se imenso enquanto eu fazia o jantar.

Espalharam as molas.Voltaram a encher o cesto com elas.Espalharam as molas.Voltaram a encher o cesto com elas.

Isto vezes e vezes sem conta. Eu fui apreciando a brincadeira enquanto ia mexendo a massa ou virando a carne. Davam risadas e andavam à pressa para ver quem é que colocava mais molas. Entretanto um achava que o cesto já estava muito cheio e despejava-o com um sorriso de orelha a orelha. Até parecia que era a primeira vez que o fazia.

E os vosso também gostam das molas?

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