Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Voltando a falar de escolas

Por vezes acho que as escola presumem que nós pais não trabalhamos. Na escola onde andavam marcavam reuniões para as 15:30H o que fazia com que uma pessoa perdesse praticamente a tarde toda de trabalho. Também passavam a vida a pedir a nossa presença para festas ( de Natal, de dia do pai, dia da mãe, dia da família...). Agora nesta têm a gentileza de marcar as reuniões para as 18H mas temos outro tipo de problemas.

Cada vez que vão a um passeio já não têm aulas da parte da tarde, basicamente temos que os ir buscar às 13H. Uma vez por mês têm as quartas-feiras pedagógicas e só têm aulas até ao almoço. A escola disponibiliza-se a ficar com os miúdos e no primeiro mês deixei-os ficar. No entanto, os meninos queixaram-se que ficaram os dois sozinhos pelo que o marido têm abdicado da hora de almoço para os levar até casa da avó. Na sexta-feira antes das míni férias do Carnaval foram fazer um desfile de manhã e o pai teve que os ir buscar às 13H. Ontem traziam um recado a dizer que têm duas visitas de estudo dia 16 e dia 17 e que no dia 18 temos que os ir buscar às 13H, mais uma vez o marido vai ficar sem almoçar.

Agora só faltava também não terem aulas à tarde dia 16 e dia 17 visto que é o que costuma acontecer quando têm visitas de estudo. Pelo sim e pelo não é melhor perguntar.

Quem têm crianças no ensino publico também têm este problema? Como é possível escolas que escolas de ensino publico difiram tanto no seu funcionamento. As privadas até percebo porque os responsáveis são diferentes mas no caso do ensino publico parece-me que deveria haver uma maior uniformização destas regras de funcionamento.

O que pode correr mal em trinta minutos.

Ontem cheguei a casa depois do trabalhos e fiquei sozinha com os gémeos e o Leonardo. O marido saiu para passar na padaria e ir buscar o Guilherme à musica. Demorou cerca de meia hora mas pareceu-me que esteve fora horas. Assim que ele saiu preparei a máquina de lavar roupa e coloquei-a a lavar. De seguida comecei a fazer o jantar e o Santiago resolveu vir para debaixo das minhas pernas a tentar alcançar as coisas. Comecei a colocar tudo o mais para trás possível na bancada. Empurrei a bimby para trás pois ele já estava a tentar puxar o napperon que têm por baixo e a ultima coisa que precisamos é de uma bimby espatifada no chão. O Leonardo estava sentado na mesa da cozinha a tentar fazer os trabalhos enquanto lutava com o Salvador que está sempre a tentar roubar-lhe o estojo.

Eu tentava com toda a força fazer o jantar, tomar conta dos gémeos e ouvir o texto que o Leo estava a ler para mim. Entretanto os gémeos ouviram qualquer coisa na televisão que os interessou e saíram da cozinha. Eu percebi que a máquina da roupa estava muito silenciosa. Fui espreitar e estava desligada. Carreguei uma e outra vez para a ligar mas o ecrã simplesmente não acendia. Olhei para a bancada para ver se, inadvertidamente, teria carregado no botão que alterna a corrente entre a máquina da roupa e da loiça e vi que estava desligado. Vi também o Santiago a pegar no pacote aberto com um quilo de esparguete. Tentei trava-lo mas não cheguei a tempo. Fiquei com mar de esparguete espalhado no chão. O Santiago sentou-se todo contente a partir o esparguete, eu andava de gatas a tentar apanhar a massa do chão e o Leonardo andava aos pulos na  cozinha a rir às gargalhadas. O Salvador resolve juntar-se à festa e aparece na cozinha. Eu continuava a apanhar a massa quanto oiço risos. Olho para atrás e os gémeos tinham aberto a máquina da roupa e estava a tirar a roupa encharcada da máquina. O Salvador sacudia uma toalha e o Santiago esfregava-se noutra peça a pingar.

Como é possível dois meninos tão pequenos causarem tanta destruição.

Contei até dez e recompus-me. Consegui colocar a roupa de volta, ligar a máquina, apanhar a massa e fazer o jantar. Quando o marido chegou não havia vestígios das nossas aventuras.