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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

- Mãe, se calhar um dos manos mordeu-me.

Assim que entrei a porta de casa o Leonardo disse-me:

- Mãe, se calhar um dos manos mordeu-me.

- Se calhar?

- É que não me doeu.

Eu pensei que pelo menos não o tinha aleijado. Isto porque entramos oficialmente na fase das mordidelas. Todo o cuidado é pouco, temos que estar atentos para não os deixar afinfar os dentes nalguma parte do nosso corpo. E deixem-me que vos diga que afinfam tudo o que apanham. No outro dia o marido disse-me:

- Tens as calças do pijama tolhas molhadas nos joelhos.

-  Pois tenho, estão babadas dos teus filhos que estiveram a afiar os dentes nos meus joelhos.

O que vale é que, como é uma zona sem carne e bastante larga eles não conseguiram abocanhar mas não se dão por vencidos. É só nos sentarmos no sofá e lá vêm eles tentar mordiscar os nossos joelhos.

 No outro dia, O Santiago veio todo sorridente a estender-me os braços para o pegar. Peguei-o ao colo e ele esticou a boquinha para a minha bochecha. Por momentos fiquei toda babada a pensar que ia receber um beijinho, até que vi a boquinha a abrir e aqueles dentinhos afiados ( que mais parecem agulhas) a brilhar para mim. Percebi a tempo que se preparava para mordiscar a minha bochecha, o safado.

Mordem brinquedos, chuchas, colheres, chinelos e sapatos (se os apanham), mordem os fechos da roupa (se os tiverem), já os apanhei a tentar morder o sofá e a quina dum móvel. Já não me basta ter uma porta de casa toda mordiscada pelo cão, a trave do fundo da cama mordiscada pelo Leonardo agora estes vão-me roer o sofá!

Compra uma pessoas, aquelas coisas próprias pare eles roerem, eles não lhes pegam e depois anda a mordiscar tudo e todos. Há uns dias ouvi o Salvador chorar quando lá chego estava agarrado è mão. Fui tentar perceber o que lhe doía e vi uma bela marca de dentinhos, fiquei sem saber se se tinha mordido a ele próprio ou se colocou as mãos na boca do irmão e o outro afinfou-lhe.

Vamos lá ver se esta fase vai passar depressa ou se veio para ficar.

Qual é a experiência que têm neste assunto? O que me aconselham?

Confesso que do Leonardo acabei por me fartar das mordidelas e, um dia, dei-lhe uma pequena trinca. Estou farta de ouvir que é antipedagógico mas a verdade é que nunca mais mordeu ninguém. Claro que desta vez queria evitar este remédio mas também não quero que andemos todos mordidos.