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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Não, ainda não estão bons.

O Santiago passou a noite de domingo para segunda a chorar. Estava cheio de sono mas parecia que não conseguia dormir, passado um pouco apareceu a febre. Passei a noite toda em claro com ele e com o irmão que acabou por acordar com o berreiro todo. De manhã deixei-os na avó e vim trabalhar.  Pensei que aguentassem o dia mais ou menos e seriam vistos nas consultas que tínhamos no dia seguinte. Mas eles choraram o dia todo e a avó ligou-me a dizer que o Santiago tinha liquido a sair do ouvido. Sai um pouco mais cedo e fui para as urgências com eles.

Chovia imenso, apanhamos transito e mais transito mas lá chegamos ao hospital. Uma médica viu os meninos e deu-me o diagnóstico. O Santiago já estava bom da bronquiolite e agora tinha uma otite. O Salvador continuava com a bronquiolite e tinha um ouvido um pouco inflamado que poderá ou não originar uma otite. Tivemos que fazer puffs de ventilan e atrovent ao Salvador e esperar para ver a reacção. Felizmente reagiu bem e podemos vir para casa. Saímos do hospital já passava das vinte e uma horas. Paramos numa farmácia de serviço, a avó foi comprar o antibiótico para o Santiago e eu fiquei a dar voltas com o carro para eles adormecerem.

Cheguei a casa já depois das 22h com os braços doridos de tanto colo e sem ter comido, nada desde o almoço. Fiquei um pouco mais animada porque recebi uns beijinhos de boas noites dos mais velhos que não estavam a conseguir dormir. Acho que estavam preocupados comnosco. Dei o antibiótico ao Santiago e o pai ficou a adormece-los enquanto eu fui comer duas fatias de pão rico torradas. Fomos dormitando durante a noite, os pequenos mexeram-se muito e gemeram a noite toda.

Na manhã seguinte o marido foi levar os mais velhos à escola e eu fiquei a arranjar tudo para irmos para as consultas. Chegamos ao hospital às onze horas e entramos logo para a enfermeira. Pesamos e medimos os meninos. O Salvador já tem mais 300g e 2.5cm que o irmão. O Santiago está no percentil 50 de tamanho e entre o 50 e o 75 no peso. O Salvador está no percentil 75 tanto no peso como na altura. A enfermeira ficou preocupada com o Salvador que fazia um ruído imenso a respirar e levou-o a medir o nível de oxigénio. Para surpresa estava nos 100% apesar da dificuldade.

Saímos da enfermagem e fomos chamados para tirar sangue ao Santi. O menino chorou imenso, fazia uma força desgraçada para se soltar o que só fazia com que o sangue teima-se em não sair da veia. Como eram uma colheita para análises pré-operatórias foi necessário um pouco mais de sangue habitual o que equivaleu a um choro mais demorado.

Fiquei a acalma-lo enquanto esperávamos para a consulta de alergologia. Os minutos iam passando e nós começamos a ficar preocupados porque tínhamos um RX a seguir. Falei com a enfermeira e esta foi explicar à doutora que nos chamou logo de seguida. O Santiago foi visto em dois minutos e seguiu com o pai para o RX enquanto nós ficamos a fazer o resto da consulta.

Depois de examinar o Salvador, a doutora referiu que o ouvido estava inflamado e que provavelmente iria precisar de antibiótico. Disse-nos que deveríamos voltar à urgência caso ele começasse a ficar queixoso. Disse-nos também que deveria manter o ventilan  e o atrovent ao Salvador e deveria fazer também ao Santiago em SOS. Receitou-nos Rosilan para fazer durante três dias aos dois para vez se conseguimos limpar aqueles pulmões de vez. Receitou-nos também o Singular. Os pequenos vão tomar uma saqueta todos os dias até voltarmos em Maio. Vamos ver se este tratamento os ajuda.

Saímos da consulta e fomos ter com o pai e o Santi ao RX. Chegamos no exacto momento em que estavam a sair pelo que descemos aos bares para comer alguma coisa. Engolimos o comer e voltamos para o pavilhão das consultas. Quando chegamos os meninos tinham adormecido, paramos o carro num cantinho e deixamos-los dormir. Entretanto chamaram-nos para a enfermeira, eu entrei e expliquei que os meninos estavam a dormir. A enfermeira não viu necessidade de os examinar porque tinham sido visto de manhã mas tinha algumas perguntar para fazer. Fiquei com ela a preencher as fichas e acho que demorei ainda mais tempo que de manhã em que os meninos foram despidos e pesados. Esta enfermeira é muito meticulosa e quis saber tudo e mais alguma coisa. 

Sai da enfermeira e eles ainda dormiam. Continuaram a dormir até entrarmos no gabinete da médica. O Santiago já estava com  febre e a médica tratou de chamar uma enfermeira para lhe dar o paracetamol. De seguida a enfermeira fez puffs de ventilan e atrovent aos dois porque a doutora, depois de os auscultar, achou que ambos precisavam. A doutora referiu que deveríamos fazer o tratamento aos dois durante os próximos três dias. Eu fiquei confusa em relação ao Santiago, a médica da urgência disse que ele já não precisava, a de alergologia disse que deveríamos fazer em SOS e a de neonatologia disse que deveríamos fazer em esquema, de 8 em 8 horas. Fiquei sem perceber se é uma questão de opinião ou se o que ouviram nas auscultações estava diferente. Sei que por vezes ele está com pieira, depois tosse um pouco e fica aliviado. Penso que será isso que leva a termos recebido indicação de três tratamentos diferentes. Optamos por lhe fazer os puffs de 12 em 12 horas caso não o notemos aflito, afinal já vai estar a antibiótico, singular, rosilan, flixotaide. Quanto ao Salvador vamos manter tudo de 8 em 8 e rezar para o ouvido melhorar por si sem dar muita chatice.

Saímos do hospital à pressa para irmos buscar os mais velhos. Enervamos-nos no trânsito que teimava em não andar, víamos os minutos a andar e nós no mesmo sitio. No fim tivemos a sorte do nosso lado e apanhamos uma aberta. Chegamos à porta da escola mesmo a hora exacta.

A noite foi passada assim, assim. Muita voltas, muito gemido, muita pieira o que levou a que eu, que nunca preciso de despertador, tenha adormecido de manhã. O pai ficou em casa com os pequenos e esperamos que isto tudo tenha fim durante os próximos dias. Acho que não temos força para muito mais.

P.S: Por favor desculpem qualquer erro é que estou completamente disléxica devido ao cansaço.

 

Descanso precisa-se

Acordei com o Santiago a mexer, abrir os olhos e ainda estava de noite. Ouvi os contadores da água a funcionar pelo que estimei que deveriam ser 6:30H. Aconcheguei o Santi e adormeci novamente. Abri os olhos e o sol já estava alto. Olhei para o telemóvel e tinha ficado sem bateria. Corri a ver as horas e constatei que já passava das 8 horas. Corri a acordar a arranjar-me, acordei os mais velhos, preparei lanches e pequenos almoços, preparei a mala da piscina e saímos de casa a correr. Não sei se devido à correria ou se devido ao cansaço mas tenho a cabeça zonza, estou desde manhã cheia de tonturas.

Para ajudar vim o caminho no auricular a tratar de assuntos do trabalho. Cheguei aqui e tenho tudo de pantanas. Mil e uma coisas urgentes, tudo para ontem. Comecei a tentar colocar tudo em ordem e liga-me o porteiro a avisar que tinha duas clientes para uma reunião comigo. Esqueci-me completamente é o que dá confiar nos telemóveis e depois não os carregar.

Preciso que o dia acalme porque estou exausta dos últimos dois dias. Daqui a pouco já vos conto o que temos andado a fazer. Mas, por enquanto, podem enviar-me umas energias positivas para que o meu dia melhores é que estou mesmo a precisar.