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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Viagem à Madeira

Ainda não vos contei sobre a nossa viagem. Deixem que vos diga que não começou muito bem. O voo saiu 10 minutos atrasado mas chegou a horas à madeira. Tínhamos alugado um carro e alguém da rent a car ia ter connosco ao aeroporto. O Sr. era a simpatia em pessoa ( caso não tenham percebido, estou a ser irónica) disse que teríamos que ir com ele até ao escritórios da Bravascar. Saímos do aeroporto e estava a chover.

Chegamos ao escritório e começamos a tratar da papelada. Fomos informados que teríamos que pagar mais por já ser fora de horas. Ninguém nos informou quando fizemos a reserva e esta lá mencionado o horário de chegada do voo. Pagamos mas já fiz uma reclamação junto da companhia pela qual fiz a reserva. Tudo pronto, recebemos a chave do carro e a indicação que em principio não nos deveria dar problemas ( em principio, que bom).

Iniciamos a viagem até ao hotel, perdemos nos. Tive eu a imprimir o percurso no via Michelin e estava errado. Lá conseguimos dar com o hotel com a ajuda do google maps do telemóvel.

Chegamos ao hotel e as coisas começaram a sorrir. Os recepcionistas não eram as pessoas mais simpáticas mas fomos bem recebidos e o hotel era muito bom. Ficamos aqui.

Chegamos ao quarto e já nem nos apetecia sair.

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No entanto, a fome falou mais alto e lá fomos nós à procura de um sitio para comer. Andamos um pouco de carro em direcção ao Funchal e encontrámos um restaurante, chamado PVP, onde jantar. Eu pedi risoto de garoupa e o Rodrigo linguini com peito de frango e mexilhões.

O marido torceu o nariz ao meu risoto mas depois de provar rendeu-se há evidencia que estava fantástico. Eu provei do linguini dele e devo dizer que estava fenomenal.

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 Depois de jantar demos uma voltinha antes de voltarmos ao hotel.

No sábado tomamos o pequeno almoço e saímos. Perdemos nos, mais uma vez, a caminho do pico do Areeiro mas lá acabámos por chegar. Não vimos nada porque estava um nevoeiro cerradinho, teremos que voltar para ver as vistas. Em Santana o tempo já estava um pouco melhor. Compramos fruta, pão quentinho e uns biscoitos de mel maravilhosos numa feira de rua. Fomos continuando a contornar a ilha. Depois de Porto Moniz quisemos ir à pontada do Tristão, o GPS indicou-nos uma estrada minúscula e com uma inclinação de, para ai 90%. O marido estava em pânico a subir aquela estrada com curvas em cotovelo, dizia que se parecemos a meio teríamos que fazer marcha atrás até ao inicio porque o carro não tinha força para arrancar a meio. Conseguimos chegar ao topo do monte sem nos cruzarmos com ninguém e descobrimos que havia outra estrada muito melhor do que a que acabámos por fazer.

Tomei banho na ponta do sol, estava a ver que não conseguia ir ao banho, mas só aqui é que o tempo estava quente. Engraçado que encontramos 3 ou 4 estações do ano durante a volta há ilha. Acabamos o percurso no hotel, tomamos banho e saímos para jantar. Resolvemos experimentar outro restaurante, mais valia termos ficado pelo mesmo de sexta-feira. O comer era muito sem sabor e o serviço de atendimento péssimo ao ponto de eu pedir um gelado e trazerem-me uma salada de frutas. Tem tudo a ver? Eu compreendia se o restaurante estivesse cheio e com muito barulho mas estavam apenas meia dúzia de pessoas.  Demos outra passeata à beira mar e voltamos ao hotel.

No domingo fizemos o check out depois do pequeno almoço, com muita pena. Não tivemos oportunidade de experimentar as piscinas(interior e exterior), o ginásio nem a sauna .

Fomos para o Funchal, apanhamos o teleférico para o Monte com ideia de fazer a descida dos cestos. Chegados lá acima descobrimos que fecham ao domingo, não fiz bem o trabalho de casa. Eu e muitos outro que, como nós, bateram com o nariz na porta.  Apanhamos o teleférico para baixo e fomos até à ponta de são Lourenço. Vimos vistas fantásticas, à vinda paramos em Machico a dar uma voltinha. Depois fomos entregar o carro e levaram-nos ao aeroporto. O voo saiu um pouco mais cedo e chegamos 25 minutos antes da hora a Lisboa.

A viagem teve altos e baixos mas mesmo assim valeu a pena. Aaté porque, diz-me a experiência, lembramos nos mais depressa dos azares que das coisas boas. Sinto que ainda nos vamos rir muito, daqui por uns tempos, à conta de algumas peripécias da viagem.

Primeiros dias de aulas

Os primeiros dias de aulas estão a decorrer e por aqui está a correr tudo bem. Estava muito receosa porque os mais velhos foram para uma escola nova. Na semana passada falei com as professoras na apresentação. Acho que devem ter achado que eu sou uma mãe galinha mas tinha que as alertar para as particularidades de cada um. Precisei alertar a professora do Guilherme para as dificuldades dele e explicar que se fosse preciso poderíamos iniciar o processo para o apoio especial. Em relação ao Leonardo, achei por bem precaver a professora acerca do feitio tão especial que tem o meu filho.

Os dois primeiros dias correram bem. Ainda não ouve queixas do Leonardo.Ele está feliz, tem ido satisfeito para a escola. Ambos dizem que gostam dos colegas e das professoras. Também estão contentes porque podem brincar juntos no recreio.

Quanto ao comer tudo na mesma. No primeiro dia disse que comeu três pratos de almôndegas com esparguete, claro que não comeu a sopa. Ontem disse que comeu muito arroz, o peixe, os legumes e a sopa ficaram por comer.

Existem crianças mais azaradas que outras?

Estava há pouco a escrever sobre a nossa manhã. Quando escrevi sobre o Salvador entalar os dedos pensei em como este menino tem sido alvo de acidentes.

Vejamos:

  • Quando tinha cerca de dois meses, levei-o para a cozinha na espreguiçadeira para não acordar o irmão. Pousei-o afastado da máquina da loiça e comecei a tirar a loiça lavada para arrumar. Ele ia choramingando e eu abanava-o com o pé enquanto tratava da loiça. Não sei como, mas numa altura em que o abanava saltou-me um tacho pequeno das mãos e foi cair na cabeça do menino. Não houve danos mas com tanto sitio em que poderia ter caído tinha que ser na cabeça.
  • Umas semanas mais tarde, estava a arrumar umas compras e deixei cair uma caixa de hambúrgueres congelados. Bateu aonde, na cabeça do Salvador claro.
  • Já contei sobre o vergão que lhe fez na cabeça quando a vincou na pega do ovo.
  • Já  contei que caiu da cama abaixo e abriu o lábio.
  • Já entalou dedos em tudo e mais alguma coisa.
  • Já bateu com  a cabeça em todo o lado. No outro dia estava a tentar subir para o sofá e lá foi ele de testa ao chão.
  • Há cerca de duas semanas, ficou debaixo de uma mesa que tenho na cozinha. Ele e o irmão estavam a puxar os cestos com batatas e cebolas que a mesa tem por baixo e viraram a mesa por cima deles. O Santiago quase que não foi apanhado mas o Salvador levou com ele em cima. Por acaso não é muito pesada.
  • Ontem ficou debaixo da sapateira dos irmãos. O que vale é que são umas sapateiras em plástico do Ikea e como são por módulos não pesam nada. Mesmo assim abriu o lábio.
  • Hoje entalou os dedos no elevador e vi-me aflita para lhe puxar os dedos.

Bem sei que as crianças são dadas a acidentes mas este menino parece que os atrai.Anda sempre todo cheio de mazelas, ainda ontem reparei que tem uma negra na testa portanto bateu em mais algum sitio. Se comparar o Santiago sofreu para ai um quinto dos acidentes que o irmão.

E vocês acham que há crianças mais azaradas que outras? Ou há crianças mais irrequietas e por isso tem mais acidentes?

Já sentia falta disto! Pensando bem...talvez não

Sim, estava cheia de saudades dos meus filhos mas não estava com saudades dos cabelos brancos que me provocam.

O Santiago chorou a noite toda. Porque? Não faço ideia. Esteve bem disposto até as 21:30H depois começou a chorar e chorar. Não queria colo, não queria estar deitado, não queira estar em pé... Medimos a febre e nada, mesmo assim resolvemos dar-lhe um pouco de xarope pois o menino parecia ter dores. Nem com o xarope se calou. Por volta das 23:30 o marido deu-lhe um biberão e lá adormeceu. Acordou, nem passado uma hora aos gritos. Estava perdido de sono mas nada de dormir. Vimos bonecos, comemos bolachas, bebemos água, brincamos, finalmente adormeceu já passava das 3H da madrugada e passou o resto da noite a gemer choramingar.

Claro que me levantei muito feliz e contente às 6:45H.

Preparei a roupa e os biberões para os gémeos. Acordei ( pensei que acordei) os mais velhos. Dei os leites, descobri que os mais velhos ainda estava a dormir. Chamei novamente e fui fazer as sandes para os lanches. Os mais velhos continuavam a dormir, chamei novamente, já a pensar ir buscar um balde de água. Lá se levantaram e vestiram. Tomaram o pequeno almoço enquanto eu procurava os calções do pijama do Leonardo. Descobri que ainda os tinha vestidos por baixo da roupa. Mudei a roupa ao Salvador, mudei a roupa ao Santiago, mudei novamente a roupa ao Salvador porque alguns dos irmãos deixou a porta da casa de banho aberta e ele aproveitou para mergulhar os braços no balde da água. Calcei os gémeos e troquei novamente a fralda ao Santiago que resolveu fazer a necessidade nº2.

Finalmente estávamos prontos para sair. O Guilherme deu a mão ao Salvador, o Santiago estava ao pé mim enquanto trancava a porta e o Leonardo chamou o elevador. O elevador chegou, as portas começam a abrir e o Salvador entala os dedos.

A meio do caminho, para casa da avó, verifico que o Leonardo não trás os óculos, ficaram em casa. O Guilherme também esqueceu o chapéu de sol. Apresso-me a deixar os gémeos, volto a casa para buscar as coisas em falta e deixo os mais velhos na escola.

O mais estranho disto tudo é que consigo estar bem disposta depois disto tudo.

 

 

Chegada

Ontem chegamos a casa já passava das 23h, como os meninos já estavam a dormir resolvemos deixa-los lá mais uma noite. Entramos a casa, arrumamos as malas, preparei os lanches para o primeiro dia de aulas.

Perto da meia-noite a minha mãe ligou-se porque o Santiago estava aflito da barriga. Lá saímos nós para casa da mãe, ainda bem que tirei uma soneca no avião. Chegamos lá o menino gritava e gritava. Via-se que estava cheio de dores na barriga mas o pior é que estava cheio de sono e não conseguia dormir. Pusemos-lhe bebegel, fez coco, demos-lhe um bocadinho de ben-u-ron para o ajudar nas dores, embrulhamo-lo num cobertor e trouxemo-lo para casa. 

Chegou a casa e adormeceu logo. Acho que pressentiu que estávamos de volta e quis estar connosco. Agora a sério, ainda bem que foi ontem e não na sexta ou no sábado, eu dava em doida se soubesse que ele estava mal.

Hoje por volta das 7:30 ainda dormia, eu peguei nele e levei-o a dormir para a avó. Deixei um, apanhei os dois mais velhos e deixei-os na escola. Quase que não tive tempo para falar com eles, disseram-me que se divertiram muito mas ainda não sei pormenores. Hoje temos que arranjar um tempo para falar com eles para saber tudo sobre o fim-de-semana e sobre a escola nova.

Escapadinha

Sim já estamos de volta! Sim estamos exaustos, foram dois dias de correria, tanto para ver, tanto para conhecer.

Deixo-vos algumas (muitas) fotos. Depois conto melhor algumas coisas.

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A partida.

 

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 Lisboa.

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 A viagem.

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 Já se vê alguma coisa.

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 Chegada.

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Sábado de manhã.

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 Pico do Arieiro. Estava um calor esquisito.

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 Santana.

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20150919_150913.jpgPiscinas Porto Moniz.

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 Ponta do Tristão.

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 Ponta do Sol.

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 Domingo. Miradouro do Monte.

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 Fecha ao Domingo

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 Teleférico. Vista para o Funchal.

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 Ponta de são Lourenço.

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 Machico.

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Adeus, já acabou. 

Coração apertado

Estou aqui sentada a escrever com o coração apertado. Resolvemos fazer uma escapadinha este fim-de-semana eu estive sempre animada com a saída. Confesso que estava em pulgas, estava e estou. Isto é, uma parte de mim está em pulgas para desfrutar de algum tempo como casal, para podemos falar horas sem ter alguém a interromper, sem choros, sem birras. Mas também sem gargalhadas, sem abraços e beijinhos dos miúdos.

Ainda não saí e já estou a morrer de saudades. Só me apetecia sair daqui, correr para o pé deles e abraça-los até há hora de ir.

Vai ser a primeira vez que vou estar tanto tempo sem eles. Os mais velhos já dormem às vezes na avó mas, os mais novos nunca ficaram fora de casa. Sei que eles vão ficar bem, aliás vão ficar óptimos. Estão todos entusiasmados porque vão fazer uma festa do pijama com os avós e os padrinhos dos gémeos. Amanhã os mais velhos vão dormir a casa de uns amigos. No domingo irão à festa de aniversário da amiga onde vão dormir e depois há noite já estaremos nós. A cunhada também já se ofereceu para ir levar os sobrinhos a passear. Só consigo pensar em como são umas crianças cheias de sorte, tem tanta gente que os ama. Quando digo eles refiro-me a nós também, claro. Temos sempre tanta ajuda da familia e amigos, não há palavras para agradecer o apoio que nos dão.

Vai ser um fim de estreias, sei que eles vão-se divertir muito. Mas também sei que vão ter saudades. O Guilherme na quinta-feira perguntou-me porque ia ficar três dias com a avó e eu respondi-lhe que nós, pais, íamos passear. Respondeu-me que também gosta de passear.

Ontem, já a preparar a separação, pediram-me para me deitar com eles. Como sou só uma deitei-me com o Leonardo e disse ao Gui para ir para a cama. Passados 5 minutos esgueirei-me do pé do Leonardo, que já dormia profundamente, e fui deitar-me com o Guilherme. Falamos um pouco e depois mandei-o dormir. Entretanto aparece o marido à minha procura. Tanto gajo de volta da mesma mulher! Realmente não passam sem mim mas eu também não passo sem eles.

Vamos ver como correm os próximos dias. Bom fim-de-semana para todos.

Completa a frase...

Os Pequenos Encantos fizeram-me um desafio e ainda bem. Hoje preciso de ajuda para me distrair, tenho a cabeça um pouco longe do corpo.

Ora vamos lá:

 

Sou muito teimosa. Não é muito é muitíssimo teimosa.

 

Não suporto má educação

 

Já me zanguei com o mundo. Já passei por uma daquelas fases em que pensamos porquê a mim, que fiz eu para merecer isto. Felizmente acabei por superar.

 

Quando era criança era muito espevitada. Com cerca de três anos todas as pessoas diziam que eu tinha as pernas muito bonitas ( rechonchudas). Então assim que conhecia alguém tratava de mostrar as minhas pernas para que pudessem tecer elogios.

 

Neste exacto momento estou a ouvir musica enquanto escrevo.

 

Morro de medo de osgas. Não as suporto.

 

Sempre gostei de crianças

 

Se eu pudesse tinha 10 filhos

 

Adoro ler

 

Fico feliz quando estamos em família

 

Se pudesse voltar no tempo não alterava nada. Nem mesmo os erros pois é graças a eles que sou a pessoa que sou hoje.

 

Quero viajar para mil e um destinos. Existe tanto para ver.

 

Eu preciso de amor da minha família .Preciso de gritos, correrias e gargalhadas dos pequenos. Por vezes também preciso de silencio e tempo para mim.

 

As minhas vítimas são:

nuagesdansmoncafe

lovelypeople

specialthingsbyme

omeumaiorsonho