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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Existem crianças mais azaradas que outras?

Estava há pouco a escrever sobre a nossa manhã. Quando escrevi sobre o Salvador entalar os dedos pensei em como este menino tem sido alvo de acidentes.

Vejamos:

  • Quando tinha cerca de dois meses, levei-o para a cozinha na espreguiçadeira para não acordar o irmão. Pousei-o afastado da máquina da loiça e comecei a tirar a loiça lavada para arrumar. Ele ia choramingando e eu abanava-o com o pé enquanto tratava da loiça. Não sei como, mas numa altura em que o abanava saltou-me um tacho pequeno das mãos e foi cair na cabeça do menino. Não houve danos mas com tanto sitio em que poderia ter caído tinha que ser na cabeça.
  • Umas semanas mais tarde, estava a arrumar umas compras e deixei cair uma caixa de hambúrgueres congelados. Bateu aonde, na cabeça do Salvador claro.
  • Já contei sobre o vergão que lhe fez na cabeça quando a vincou na pega do ovo.
  • Já  contei que caiu da cama abaixo e abriu o lábio.
  • Já entalou dedos em tudo e mais alguma coisa.
  • Já bateu com  a cabeça em todo o lado. No outro dia estava a tentar subir para o sofá e lá foi ele de testa ao chão.
  • Há cerca de duas semanas, ficou debaixo de uma mesa que tenho na cozinha. Ele e o irmão estavam a puxar os cestos com batatas e cebolas que a mesa tem por baixo e viraram a mesa por cima deles. O Santiago quase que não foi apanhado mas o Salvador levou com ele em cima. Por acaso não é muito pesada.
  • Ontem ficou debaixo da sapateira dos irmãos. O que vale é que são umas sapateiras em plástico do Ikea e como são por módulos não pesam nada. Mesmo assim abriu o lábio.
  • Hoje entalou os dedos no elevador e vi-me aflita para lhe puxar os dedos.

Bem sei que as crianças são dadas a acidentes mas este menino parece que os atrai.Anda sempre todo cheio de mazelas, ainda ontem reparei que tem uma negra na testa portanto bateu em mais algum sitio. Se comparar o Santiago sofreu para ai um quinto dos acidentes que o irmão.

E vocês acham que há crianças mais azaradas que outras? Ou há crianças mais irrequietas e por isso tem mais acidentes?

Já sentia falta disto! Pensando bem...talvez não

Sim, estava cheia de saudades dos meus filhos mas não estava com saudades dos cabelos brancos que me provocam.

O Santiago chorou a noite toda. Porque? Não faço ideia. Esteve bem disposto até as 21:30H depois começou a chorar e chorar. Não queria colo, não queria estar deitado, não queira estar em pé... Medimos a febre e nada, mesmo assim resolvemos dar-lhe um pouco de xarope pois o menino parecia ter dores. Nem com o xarope se calou. Por volta das 23:30 o marido deu-lhe um biberão e lá adormeceu. Acordou, nem passado uma hora aos gritos. Estava perdido de sono mas nada de dormir. Vimos bonecos, comemos bolachas, bebemos água, brincamos, finalmente adormeceu já passava das 3H da madrugada e passou o resto da noite a gemer choramingar.

Claro que me levantei muito feliz e contente às 6:45H.

Preparei a roupa e os biberões para os gémeos. Acordei ( pensei que acordei) os mais velhos. Dei os leites, descobri que os mais velhos ainda estava a dormir. Chamei novamente e fui fazer as sandes para os lanches. Os mais velhos continuavam a dormir, chamei novamente, já a pensar ir buscar um balde de água. Lá se levantaram e vestiram. Tomaram o pequeno almoço enquanto eu procurava os calções do pijama do Leonardo. Descobri que ainda os tinha vestidos por baixo da roupa. Mudei a roupa ao Salvador, mudei a roupa ao Santiago, mudei novamente a roupa ao Salvador porque alguns dos irmãos deixou a porta da casa de banho aberta e ele aproveitou para mergulhar os braços no balde da água. Calcei os gémeos e troquei novamente a fralda ao Santiago que resolveu fazer a necessidade nº2.

Finalmente estávamos prontos para sair. O Guilherme deu a mão ao Salvador, o Santiago estava ao pé mim enquanto trancava a porta e o Leonardo chamou o elevador. O elevador chegou, as portas começam a abrir e o Salvador entala os dedos.

A meio do caminho, para casa da avó, verifico que o Leonardo não trás os óculos, ficaram em casa. O Guilherme também esqueceu o chapéu de sol. Apresso-me a deixar os gémeos, volto a casa para buscar as coisas em falta e deixo os mais velhos na escola.

O mais estranho disto tudo é que consigo estar bem disposta depois disto tudo.