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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coisas que só nos acontecem a nós nº4

Certo dia depois de muito procurar um lugar para estacionar, numa muito movimentada rua na Pontinha, avisto um buraquinho e lá estaciono o meu carrinho. Saio apressada pois eram quase 8H, hora de entrada no curso.

As 16H saio e encaminho-me para o carro. Quando estou a entrar no veiculo um Sr. diz-me que estou ceia de sorte por só ter estacionado ali por um instante. Diz que costuma ser um entre e sai de carros. Não estava a perceber nada da conversa, até que me apercebo que o buraquinho em que tinha estacionado não era mais que um portão de uma garagem.

Ainda hoje não acredito na sorte que tive de encontrar o carro no mesmo sitio.

Mãe eu consigo ir sozinho com o Leonardo para a escola!

Já há alguns dias que o Guilherme me anda a pedir para o deixar ir sozinho com o irmão para a escola. Tenho vindo a adiar mas, como acredito que devemos incentivar ao máximo a autonomia deles, hoje disse que sim.

Lá seguiram os dois de mãos dadas pelo caminho para a escola, eu fiquei a ver ( acham mesmo). Eu esperei que os arbustos tapassem a visão para os seguir, camuflada entre arbustos e veículos sem os perder de vista. De vez em quando o Gui olhava para trás para ter a certeza que eu não o seguia, mas nunca me viu. Acabaram por entrar o portão da escola e eu pude voltar para trás descansada.

Voltei descansada mas com o coração apertado, os meus meninos estão a crescer tão depressa. O mais velho já é um homenzinho, toma conta dos irmãos, pega neles ao colo, dá biberão, dá sopa e só não dá banho porque não deixo. O Leonardo, apesar do seu feitio especial, aos poucos vai ficando mais calmo e mais compreensivo. O Salvador já tem mais dois dentes e os do Santiago devem estar a romper, só não andam porque tem medo, força nas pernas e equilíbrio não lhes falta. 

Os dias passam como horas, os meses como dias e os anos parecem meses. Sinto que o tempo me foge por entre os dedos, tenho medo de piscar os olhos e deparar-me com eles já todos crescidos.