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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Rock in Rio

Ainda à pouco me deitei mas já estou de novo acordada. Tenho que ir trabalhar e não pode ser de outra forma, como se costuma dizer "quem corre por gosto não cansa".

Sobre o dia de ontem apenas posso dizer que foi fantástico. É impressionante ter mais de 100 mil pessoas a cantar em conjunto com o artista.

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Até ás seis da tarde as pessoas andaram dispersas entre as inúmeras actividades no recinto. O primeiro a subir ao palco mundo foi o Agir e depressa a multidão se condensou para o ouvir. Foi uma actuação incrível e a interacção com o publico fantástica. Todos cantavam e dançavam aos sons das musicas que tão bem conhecemos e acho que este concerto só foi suplantado pelo do Bruno Mars. 

De seguida foi a vez de Anitta subir ao palco e trazer muita animação ao recinto. É quase impossível ficar parado ao ritmo daquelas musicas. Foi um bom concerto e deixou-nos na estatística do que ainda estava para vir.

Anitta deu a vez a Demi Lovato e o ritmo abrandou um pouco. Eu pessoalmente não conheço muitas musicas da cantora mas mesmo assim foi um bom concerto. Foi a primeira vez que a cantora veio a Portugal e muitas eram as lágrimas dos fãs por ela.

A noite terminou em grande com Bruno Mars que deu um enorme espectáculo. Fogo de artificio combinado com as luzes e o som tornaram a noite ainda mais bonita. Todos cantamos e dançamos até não poder mais com ele sempre a puxar por nós. 

Foi um dia maravilhoso e a organização do evento só pode estar orgulhosa do trabalho que fizeram. Mais de cem mil pessoas todas em paz e harmonia. Várias faixas etárias a vibrar em conjunto, é impressionante como a música aproxima as pessoas. 

 

Falta uma semana

Falta uma semana para irmos de férias. Normalmente, por esta altura, costumo estar igual a um maratonista que quando vê a meta descobre que ainda tem energia para fazer um sprint final. Por norma fico eufórica e entusiasmada com o pensamento de férias. No entanto este ano ainda não senti este entusiasmo penso que em parte se deve ao facto do tempo estar como está. Como posso ansiar com uma semana de praia com os rapazes se não temos um dia de jeito? Por outro lado o facto de os rapazes estarem mais crescidos e aventureiros faz-me tremer pelos dias na praia.

Nos outros anos os mais pequenos quase nem saiam da areia pelo que só tínhamos que nos preocupar com os banhos de mar dos mais velhos. Pelo que vi na piscina este anos vai  ser diferente. São quatro a ir ao banho pelo que acho que não temos olhos suficientes para eles. Vamos levar reforços. Os meus pais vão connosco o que nos vai ajudar um pouco mas ainda assim penso que vamos voltar mais cansados do que vamos. Para a semana logo vemos como corre.

Se eu pedir com jeitinho...

será que o tempo muda ? Hoje é o ultimo dia de escola do Leonardo e vão fazer um piquenique, por isso vou pedir com jeitinho para que o são Pedro nos deixe ter um dia sem chuva. Não precisa de mandar um sol intenso, apenas fechar a torneira da água. Os rapazes merecem um bom dia de festa e acho que o São Pedro não quer ficar com a consciencia pesada por estragar o dia das crianças. 

Já que estamos numa de pedir, será que também pode fechar a torneira no domingo? É que a malta vai ao Rock in Rio e a chuva também não dava muito jeito nesse dia.

 

Campo de férias

No mês passado o Leonardo voltou a casa todo entusiasmado com um capo de férias de basquetebol. Desde aí, todos os dias me faz perguntas sobre o campo.

- Mãe já me inscreveste?

- Mãe já sabes se posso ir?

- Mãe já sabes se entrei?

- Mãe já tens noticias?

Hoje não foi excepção mas acho que encontrei a solução para o problema.

- Mãe já sabes se eu vou ao campo de basquetebol?

- Tens 50 € para pagar o campo?

- Não.

- Então quando tiveres 50 €  falamos.

Espero que o assunto não volte à baila. Já agora claro que o rapaz vai mas estou a ser mázinha e ainda não lhe disse 

Contar cabeças

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O calor chegou finalmente e a piscina voltou a ter uso. Os rapazes divertem-se imenso e por eles passam lá a vida. Eu adoro ver os sorrisos e as brincadeiras deles. Adoro ouvir as gargalhadas constantes. Só não gosto de não conseguir relaxar. Passo o tempo todo a contar cabeças. Um, dois, três, quatro. Um, dois, três, quatro. Um, dois, três, quatro.

É triste mas tenho pavor de afogamento. Mãe sofre...

A condução na aldeia

Desde que nos mudamos deparei-me com uma nova forma de condução, muito diferente da que existe na cidade. É uma espécie de ecossistema próprio. A calma abunda por aqui, quase que não se ouve uma buzina. As pessoas facilitam as passagens mesmo em locais onde tem prioridade.  Tenho para mim, que isto acontece porque quase todos se conhecem e por isso não existe grande confusão. 

Sim, acredito que todos se conhecem porque vejo isso diariamente. Carros que param para conversar com alguém que está a passar à beira da estrada. Carros que param em ambos os sentidos da faixa de rodagem para cumprimentar o condutor do veiculo oposto.  

Gosto de alguns destes aspectos mas quando estou com atrasada, o que acontece quase todos os dias, fico fula com esta ausência de pressa. Outra coisa que também me deixa doida é o estacionamento. As pessoas daqui tem uma capacidade nata para inventar estacionamento e deixem que vos diga que vale tudo. Nas ruas que tem o comércio de rua quase nem se circula, temos carros estacionados em segunda via de ambos os lados da estrada. No outro dia vi a GNR parar numa destas ruas e pensei que iam multar os carros mas afinal não. Limitaram-se a estacionar o carro também em segunda via para ir beber café. Tão pouco os vi fazer algo aos carros que param em cima da passadeira à porta da escola. Mais uma vez acho que isto é porque todos se conhecem e não podem multar um conhecido ou familiar.

No fundo é como se fosse uma grande família em que ninguém se chateia com ninguém. Eu ainda estranho se bem que no inicio me fazia mais confusão. Como se diz primeiro estranhasse depois entranhasse.

Missão arruinar os planos da mãe

Na semana passada o Leonardo teve um passeio. Nesse dia sai de casa um pouco antes das sete e fui comprar pão à padaria. O padeiro passa à nossa porta mas como não costumamos comer pão de manhã ainda não acertei com o horário a que passa. Não quis correr riscos de não o ouvir passar e optei por caminhar até à padaria. 

Soube-me pela morte aquele passeio matinal. O ar puro, o dia a amanhecer, o frenesim dos pássaros a acordar. Voltei a casa muito satisfeita, tive mais alegre e mais paciente com os miúdos. Comentei com o marido que ia começar a levantar-me mais cedo e caminhar um pouco todas as manhãs.  Já me imaginava a caminhar vinte ou trinta minutos todas as manhãs. A sentir a brisa mais fresca da manhã. A respirar aquele cheiro de orvalho. Que maravilha pensava eu e provavelmente pensam vocês também.

A verdade é que desde que pensei em fazer tal coisa o Santiago passou a acordar às 5:50 da manhã pelo que as caminhadas ficaram para qualquer dia. Juro que fazem tudo para me arruinar os planos, no bom sentido claro, mas ainda assim é impressionante este sentido de oportunidade.

As coisas que eu vejo

Ontem o Leonardo só teve aulas à tarde por causa das provas de aferição do segundo ano. Aproveitei a minha hora de almoço para o deixar no estabelecimento. Por norma não costumo ir até ao portão mas tinha que dar um recado às auxiliares e por isso subi com o rapaz. 

Ao chegar ao cimo das escadas oiço as crianças:

- Eu também quero.

- Eu também.

- Isto é que é vida.

Chego ao portão e vejo cerca de vinte crianças todas deitadas à sombra no chão de pedra. As crianças com ar de quem estava confortavelmente deitadas na areia da praia. As auxiliares a fazerem massagem nas costas dos pequenos enquanto lhes colocavam protector solar.

Deixei-me ficar ali um pouco a apreciar a forma como aquelas senhoras mimam os nossos filhos. Sei que muito se critica o ensino publico mas nós já corremos quatro escolas e só temos boas recordações de todas elas.

Filhos ingratos

- Meninos venham jantar.

- Já vamos.

- Não é já vamos é JÁ.

 

- Meninos vão lavar os dentes.

- Já vamos.

- Não é já vamos é JÁ.

 

- Meninos para a cama.

- Já vamos.

- Não é já vamos é JÁ.

 

Seis da manhã, o Santiago acordou e foi para a nossa cama

- Mãe tenho fome.

- Dorme um bocadinho.

- Não tenho fome.

- A mãe já vai.

- Não é já vai é JÁ.