Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Semana louca

Não sei como é com vocês mas nas nossas profissões um feriado significa fazer em quatro dias o trabalhador que deveria ser feito em cinco. 

Como tal os dias têm sido longos, muito longos. 

Um destes dias, depois de muitas horas de um lado para o outro, regressei a casa e comecei a responder a emails.

O Guilherme desceu as escadas e encontrou o pai a equilibrar o telemóvel entre o ombro e a orelha enquanto escrevia no teclado do portátil. Eu, por minha vez, estava a teclar como se não existisse amanhã. O rapaz parou, observou e pronunciou:

-Vocês trabalham demais.

Posto isto subiu as escadas e nós ficamos a pensar na imensa verdade que ficou no ar

-Vais mesmo bater no pai?

Ontem estava a passar a ferro e, por breves momentos, a caldeira deixou de fazer vapor. Já tinha detectado um barulho diferente e temi que tivesse avariada. Logo voltou a funcionar e eu respirei de alivio.

Um pouco mais tarde, após colocar uma camisa no cabide, o temido aconteceu. Quando me preparava para iniciar outra peça de roupa a caldeira deixou de funcionar. Soltei imediatamente um lamento e depressa a cozinha estava cheia de seres humanos.

- O que foi.

- A caldeira morreu. Já não sai vapor! - exclamei em desespero já a ver euros a sair da caldeira.

- Já tem uns bons anos. - afirmava o marido

- Como é que não funciona? - perguntava o Salvador

- E agora? Nem vou conseguir passar a roupa. Emprestei o ferro à minha mãe...Vou desligar. Agora que estou a ver nem a luz acende. Pifou mesmo de vez.

Quando rodei o corpo para desligar o fio da tomada encontrei o telemóvel do marido à carga e a caldeira desligada. O marido percebeu logo desligou o carregador e fugiu a correr.

- Salvador leva o teu pai daqui ou eu vou bater nele. Já estava a chorar a caldeira e a culpa é toda dele.

Meia hora depois o Salvador vem ter comigo à cozinha.

- Mãe tu não vais mesmo bater no pai. Pois não?

- Achas que ele não merece? - perguntei a brincar

- Ah... Ah... Eu não me vou meter nesses vossos assuntos.

😂😂

Com grande pesar

Com grande pesar meu as nossas manhãs sem pressa vão ter que terminar. 

IMG_20210928_082939.jpg

IMG_20210928_083514.jpg

IMG_20210928_083542.jpg

Apesar de adorar estes breves momentos, esta meia hora condiciona todo o meu dia. Apanho mais trânsito na deslocação para o emprego. Chego tarde irritada com a demora e com o trabalho que tenho pendente.

Por isso vão passar a entrar um pouco mais cedo, esperamos assim que tudo se torne mais fácil nestas novas rotinas. 

Sempre os mesmos

- Rodrigo não sei o que se passa! Tentei abrir o correio mas a minha chave não entra na fechadura.

- Deves ter estragado a chave.

- Ainda ontem funcionou e não fiz nada com ela para que ficasse danificada.

- Foi o Salvador.

- Diz Santiago.

- O Salvador enfiou um pau na fechadura para tentar abrir o correio e ficou um bocado lá dentro.

🙄 Nunca param de me surpreender. Agora não recebemos correio 😂

Muita coisa mudou

Tenho andado um pouco esquecida deste meu cantinho. Primeiro por causa das férias, depois devido a uma necessidade de reflexão sobre um caminho a escolher e por último pela preparação do regresso às aulas.

Assim os dias vão passando entre um novo desafio profissional (tenho de escrever sobre isso) e a tentativa de encontrar rotinas que não prejudiquem nenhum membro da família. Este ano temos pela frente um nono, sétimo e dois segundos anos. Os rapazes reagem de maneira muito diferente. Um está indiferente, outro ansioso, outro entusiasmo e o último triste. É um misto de emoções, o voltar a reencontrar os colegas ou conhecer novos, o estar mais tempo longe de casa.

Juntos vamos conseguir!

 

Um ano difícil

Estaria a mentir se vos disser que este tem sido um ano fácil. Todo o stress associado a esta situação de pandemia, aulas ora em casa ora na escola. Todas as medidas de segurança e restrições de movimentação. A espera pelas vacinas...

Juntando a isto muitas semanas sozinha com os miúdos. O marido não tem parado. Ou tem que assegurar o trabalho de alguém da sua equipa que vai de férias ou está semanas a trabalhar nas obras da nossa ruína.

Eu vou tentando ser pai e mãe nestas semanas em que quase não o vemos.

Ele anda de rastos e eu sinto que estou presa por um fio. O cansaço começa a tomar conta de nós. Eu ando sem paciência, rabugenta e ansiosa. Conto os dias para a escola acabar e poder abrandar os horários, talvez respirar um pouco. 

No entanto, apesar de todo o panorama existem coisas que nos dão ânimo. Este fim de semana rumamos os dois à nossa casinha. Trabalhamos sábado e domingo intensamente mas os resultados visível fizeram crescer um orgulho em nós. Poder dizer que fui em que fiz esta parede, que coloquei todas as tomadas e interruptores. Que instalei a sanita, o lavatório, a cabine de duche, etc. 

A meta está quase à vista, só temos que aguentar mais umas semanas e talvez tenhamos uma casinha para as nossas próximas férias. 

IMG_20210704_084321.jpg

IMG_20210703_225611.jpg

IMG_20210704_125722.jpg

IMG_20210704_125746.jpg

 

 

-Mãe eu tive um sonho!

- Aí sim?

- Sonhei que finalmente tínhamos um cão!

- Que bom.

- O nosso cão era um rapaz e um dia saltou para o quintal do vizinho e conheceu a cadela dele. Estás a adivinhar o que aconteceu?

-Tiveram bebés? - pergunta o Santiago

- Sim. Mas para isso aconteceu, primeiro, uma coisa muito estranha.

- O quê? - questionou o irmão

- O que é preciso fazer para nascerem os bebés.

- E o que é isso? - perguntei eu com receio da resposta

- Casaram! Claro!

😂 Adoro estas conversas. Nunca sei como vão terminar 😂