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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Os meus tomates

A minha tentativa de cultivar tomates nan correu melhor que a das cenouras. Olho para os tomareiros e vejo dezenas de tomates. Começam a amadurecer e tem um aspecto bonito.

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Contudo a outra extremidade do tomate conta outra história.

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Pelo que pesquisei na internet pode ser um problema do solo, como o PH ou a falta de cálcio. Vou passar na loja de cultivo da zona para ver se me conseguem ajudar.

Uma história muito mal contada

- Mãe, hoje fiquei de castigo.

- Que fizeste?

- Nada. Só estava a sorrir e a professora disse para eu ficar de castigo.

- Ninguém fica de castigo por estar a sorrir.

- Eu só estava a sorrir, não fiz nada.

- Devias estar a rir de alguma maldade.

- Não eu só estava a brincar e a sorrir.

 

O meu filho é um pobre coitado que fica de castigo só por sorrir 

 

Tenho comida no nariz

Deixei os rapazes a jantar sobre a supervisão do marido e fui tomar banho. Quando desliguei a água ouvi o marido resmungar que estavam a sujar tudo. Minutos depois desci e o marido já tinha arrumado tudo. 

Passado um pouco o Salvador veio queixar-se que o comer que tinha no nariz não saía. Como o rapaz sofre de refluxo pensamos que teria tido um episódio. A noite foi passando e o rapaz andava constantemente a fungar. Acabei por lhe dizer:

- Toma um lenço e assoa esse nariz.

- Mas eu não tenho ranhoso.

- Se não estás ranhoso porque não paras de fungar?

- Porque o comer não sai do meu nariz.

- Qual comer?

- A bolinha que eu coloquei no nariz.

- Onde?

- Aqui. - disse apontando para a narina direita.

Espreitei e não vi nada. Disse-lhe que inspirasse, tapei-lhe a narina oposta, fechei-lhe a boca e indiquei que expelisse o ar pelo nariz. Expirou com força e eis que falta uma ervilha lá de dentro.

Não sei que é pior, pai ou filhos. Os filhos porque só tem ideias luminosas ou o pai porque nunca vê nada.

Poço da broca - Barriosa

Tive a sorte de conhecer este poço quando era muito jovem. Já perdi a conta aos verões que passei por ali. É um pequeno paraíso que durante anos foi mantido em segredo.  Com o passar dos anos passou a ser falado em roteiros turísticos e sofreu uma invasão. Está crescente procura por este local trouxe muitas obras de melhoramento o que foi bom. No entanto vi um ponto muito negativo desta última vez que ali estive. Latas e garrafas deixadas abandonadas pelas rochas. Custou-me ver o desrespeito por um espaço que deve ser mantido e preservado para que seja utilizado por todos.

Quem chega ao local vê o novo restaurante construído com vistas sobre o rio.

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 Junto ao restaurante existe uma zona de areia onde a maior parte das pessoas vai ao banho.

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De frente para o edifício existe um carreiro que dá acesso a um miradouro de onde podemos ver as quedas de água. Estas quedas são lindas no verão mas tiram-nos o folgo no inverno.

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 Em relação a banhos eu ca prefiro subir mais um pouco, ignorar os carros estacionados na ponte e andar mais uns cem metros. Estacionar o carro na subida e descer a serra por entre as árvores. Para mim é ali que esta o melhor sítio deste local.

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 Se visitarem a zona de seia tirem umas horas e passem por aqui. Garanto que não se vão arrepender.

Adoro amoras silvestres

Cresci a comer amoras silvestres. Passava dias à procura delas, arranhava-me toda nas silvas para as apanhar mas tudo valia a pena quando sentia aquela pequena delícia na boca. Ainda hoje é um dos meus frutos preferidos. 

No fim de semana estava a descer um carreiro e lá estavam elas a olhar para mim.

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Sem pensar peguei numa e comi. 

-  Mãe o que estás a comer? - perguntou o Santiago

- Amoras.

- Também quero.

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Nunca vou esquecer a expressão que fez quando a colocou na boca. Claro que passou o resto do fim de semana a apanhar amoras sempre que as via. 

 Quem não adora amoras silvestres?