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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Ironias da vida

Nos últimos dias fui às reuniões de pais dos rapazes. Na reunião do Leonardo quis saber como estava o Leonardo. A professora disse que estava tudo bem com o rapaz. Bom comportamento, bom aproveitamento, muito responsável. A única queixa é que o rapaz é um pouco crescido para a idade. Recusa-se a fazer certas brincadeiras com os colegas quando estas não lhe agradam. A professora diz que gostava que ele fosse mais criança e que tivesse aqueles comportamentos da idade.

Uns dias depois fui à reunião do Guilherme. Basicamente a professora queixa-se da imaturidade dele. Não é responsável, esquece material e recados. A professora gostava que ele tivesse a cabeça no lugar e que não passasse o dia a brincar.

Eu voltei para a casa a pensar na ironia da vida. Será que posso trocar os rapazes? Envio o Leonardo para o quinto ano e o Guilherme para o terceiro. Assim pode ser que a coisa resulte melhor.

Vamos ficar na história!

O Leonardo chegou da escola com o pai e eu apressei-me a perguntar pela visita de estudo que tinham feito nesse dia.

- Nem vais acreditar...

- Então?

- Uma das professoras disse que íamos ficar na história.

- A sério? Mas ficar na história porquê?

- Porque pela primeira vez na história da Vila a visita de estudo não se realizou.

- Não?

- Não o autocarro não apareceu. Estávamos todos prontos, esperamos, esperamos e nada. Depois a professora veio dizer que já não íamos.

Não é a melhor forma de se ficar na história.

A ligação entre gémeos é totalmente incompreensível.

Apanhei algumas nêsperas no quintal e fui sentar-me à mesa para comer algumas. Assim que comecei a descascar o Santiago aparece do nada.

- O que é isso?

- É fruta. 

- Como chama?

- Nêsperas. Queres provar?

- Sim.

- É bom! Quero mais. - disse enquanto se sentava à mesa 

Assim que se sentou ouvi passos apressados no piso de cima em direcção da escada. Os passos começaram a descer as escadas e ouvi:

- O que é que o Santiago está a comer?

Ainda tentei perceber como é que ele sabia que o irmão estava comer mas a verdade é que a ligação que os une é totalmente incompreensível. Por vezes juro que o que um come o outro saboreia também. Este foi mais um desses casos, claro que tive que dividir as nêsperas pelos dois. 

Sexta-feira 13

- Mãe, amanhã é sexta-feira 13!

- Sim Leonardo e então?

- Então que é um dia de azar.

- Nem sempre filho. Eu até gosto de sextas-feiras 13.

- Gostas? Porquê?

- Porque costumam acontecer-me coisas boas nesse dia.

- Eu nem acredito nisso. Como assim? Costumas encontrar dinheiro no chão?

- Sim, e costumo receber boas noticias nesse dia. 

- Eu cá já tenho azares todos os dias por isso nem quero pensar como vai ser sexta-feira.

- Tens azares todos os dias? Que azares são esses?

- Então... Talvez... Sabes...

- Tantos azares e nem me sabes dizer nenhum.

Vamos lá ver se lhe acontecem muitos azares hoje. Só pelo sim e pelo não, não o vou levar comigo quando for jogar no euromilhões. Sabemos lá se o azar dele não é contagioso

 

Caro São Pedro

Bem sei que Abril águas de mil mas a verdade é que este ano está a ser mais águas de milhão. Todos os dias chove, todos os dias está frio. Uma pessoa já anda enjoada de tanta chuva. Nem no dia do meu aniversário me enviou um raio de sol.

Para além disso tenho um problema grave com o meu Guilherme. Ora o rapaz todos os dias leva um chapéu de chuva mas nunca o trás de volta. Já fui à escola em busca deles mas nem vê-los. Ora as opções são reduzidas. Ou contínuo a comprar chapéus até falir. Ou envio o rapaz à chuva. Ou o São Pedro fecha a torneira aí em cima.

A meu ver a última opção é a melhor, nan acha?