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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Tão grata por poder presenciar estes momentos

Chegou o dia das vacinas dos cinco anos. No posto médico fomos recebidos por uma enfermeira extremamente simpática que explicou ao rapazes tudo o que iria fazer. O Salvador quis ir primeiro e levou as duas vacinas sem um ai. Assim que terminou este processo vimos que o Santiago estava a deitar algumas lágrimas. 

- Mano não precisas de chorar, eu estou bem. - explicou o Salvador.

Seguiu-se um abraço cheio de ternura entre ambos que derreteu o coração de todos os que estavam na sala.

Chegada a vez do Santiago o irmão correu para ele radiante com um autocolante de bravura.

Não ouve gritos nem choro. Saíram do consultório de peito cheio porque se portaram como homens. Em cada relataram o feito ao pai cheios de orgulho. 

Desafio de escrita dos pássaros #1

Quando, na segunda-feira, abri o email com o tema para o desafio dos pássaros pensei que só podiam estar a gozar comigo. Por certo tinham lido a minha publicação sobre um carro morto no primeiro dia de férias. Só assim poderiam ter chegado ao tema "problemas, só problemas".

Posto isto questionei-me:

- O que raio  vou escrever sobre este tema?

Não me parece boa ideia vir para aqui chorar todos os problemas que se cruzaram comigo durante estes últimos tempos. Até porque se assim o fizesse iria precisar de mais de 400 palavras.

Então o que escrever? Como abordar o tema? 

Optei por escrever sobre o meu ponto de vista sobre os ditos. Considero que sou uma pessoa muito positiva. Daquelas que concorda com "o que não nos mata apenas nos torna mais fortes". Penso que na vida só não existe remédio para a morte. Tudo o resto são obstáculos que vão surgindo no nosso caminho. Pedras que nos ensinam coisas, que nos moldam a personalidade. São os problemas que encontramos e que superamos que nos tornam quem somos. É graças a eles que nos tornamos mais gratos pelo que temos. São estas lutas constantes que dão um significado à nossa vida. Se tudo fosse lindo e perfeito não tinha piada.

 A minha métrica é sempre agarrar o touro pelos cornos, montar e domar. 

Melhores dias virão.

Novo desafio

Tenho andado um pouco desaparecida. O regresso às aulas, a fisioterapia, as consultas e as rotinas diárias estão a dar conta de mim. Ora como se não tivesse já água pela barba resolvi aceitar a aquela coisa dos pássaros. Sabem aquele desafio em que vamos escrever sobre um tema durante as próximas 17 semanas. 

Como sou uma pessoa com muito tempo livre resolvi que venha lá mais um desafio para ajudar. Já escrevi um pequeno texto de apresentação que podem ler aqui. O primeiro tema será publicado hoje às 15h por todos os que participam na iniciativa. Podem espreitar tudo no sítio dos pássaros. Passem por lá e conheçam todos os intervenientes, garanto que vão gostar de todos.

Primeiro dia de férias

Yupi!!!

O carro não liga à primeira. O carro não liga à segunda. Nem à terceira, quarta, quinta... 

Carro está morto. É preciso falar com o mecânico e suplicar que arranje um bocado de tempo para o tentar ressuscitar. É preciso rezar para que a maleita não nos leve todos os euros disponíveis. O melhor é acender uma velinha também porque é mês de regresso às aulas e a coisa está negra. 

Digam lá que não estão cheios de inveja😩

 

Quem nunca?

Quem nunca saltou todas as linhas de um passeio? Quem nunca jogou ao jogo em que não se pode pisar as faixas pretas na passadeira? Ou fez jogos em que apenas podiam caminhar pelas pedras negras da calçada portuguesa?

É uma das memórias que tenho da minha infância. Estes jogos que era grátis e nós ocupavam o tempo.

Ultimamente tenho visto os gémeos a fazerem o mesmo e isso coloca-me um sorriso no rosto. Ainda ontem saltavam de lista em lista na passadeira. Quando chegaram ao fim um disse para o outro:

- Viste mano? Eu fiz parkou!

Santa inocência 😁

A mãe não pode resolver tudo

O fim de Agosto trouxe os meus filhos mais velhos de volta a casa. O fim de semana foi passado em grande euforia. Quatro rapazes a matar saudades. Tivemos beijos e abraços. Tivemos disputas por coisas triviais. Quinze dias sem se verem, sem terem que partilhar as coisas. Agora é necessário que cada um demonstre como cresceram nestes dias. É necessário que se afirmem e consigam o seu espaço pessoal. 

Eu tento não interferir, afinal é quase impossível ser imparcial se me meter nas disputas. Sei que, muitas vezes, um dos meus filhos tem razão e o outro está a ser injusto. No entanto, também sei que a vida é repleta de injustiças. Muitas vezes só podemos contar connosco próprios para resolver um conflito. É por este motivo que evito intervir nos conflitos. Espero que aprendam por si a resolver as contrariedades afinal a mãe não pode estar sempre por perto para salvar o dia. 

 

Vai falar com o pai

- Mãe dói-me está perna! - disse o Salvador apontando para a perna direita

- Isso é porque ela está cansada. Está na hora de ir dormir.

- Não mãe não é isso. Acho que tive muito tempo sentado em cima dela e agora tenho um osso fora do lugar. Mexe aqui.

- Estou a mexer.

- Não sentes esse osso mais perto da pele?

- Sim tens aqui um osso.

- Estás a ver. Antes não estava aí! Como é que vai voltar ao mesmo sítio.

- Filho sabes de uma coisa?

- Diz mãe.

- O teu pai é que percebe dessas coisas. Vai lá a baixo e fala com ele.

- Deixa estar acho que já vai passar.

😂

Voltar à aldeia

Este ano tivemos umas férias diferentes. Em vez de fazermos praia rumamos ao norte para a terra onde o meu pai nasceu e eu passei tantos verões. 

Soube maravilhosamente matar saudades daquele local de onde tenho tantas boas memórias. Foi maravilhoso aproveitar uns dias de paz e silêncio. É um local onde apenas os barulhos dos animais e da água se fazem ouvir. 

Foi óptimo ver os rapazes em liberdade, a comer amoras directamente das silvas. 

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Apanhar maçãs bravas e uvas doces como o mel onde quiséssemos. 

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Beber água fresca a qualquer hora. Basta ir à fonte e encher um recipiente. 

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Longos banhos de rio. 

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Acabou depressa e esse foi o principal defeito destas férias. 

Para quem me chamou velha

Nestas férias na aldeia passei por uma situação bem insólita. Estava a dar o pequeno almoço aos rapazes, às nove da manhã, quando bateram à porta. Abri prontamente e saí.

- Bom dia.

- Bom dia. Será que podia chamar o seu avô?

- O meu avô? - questionei pensando se a senhora não saberia que o meu avô já tinha falecido à quase vinte anos

- Sim acho que é o teu avô.

- Mas com quem quer falar? - certamente seria engano

- Com o teu avô Fernando.

- Com o meu pai Fernando?

- Não com o teu pai não. Com o teu avô... Mas tu és a filha? 

- Sim. 

- Desculpa Catarina que não te estava a reconhecer. Vinha ver se o teu pai quer pagar a anuidade da água. 

Não se atreva a dizer que a sra estava a chamar velho ao meu pai. Claro que ela me achou uma miúda. Ou pelo menos assim quero acreditar. Ainda estou em negação pelo facto do meu filho me ter dito que estava a diminuir como os velhotes😒