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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Tenho que me habituar a esta vida no campo

Meia dúzia de dias de escola, o Guilherme liga-me e pergunta se pode ir de boleia com a mãe um colega para casa. Eu nem estava a perceber o que me estava a pedir. Ele explicou-me que uma das mães dum colega se ofereceu para o levar a casa. Eu fiquei sem saber o que dizer. Não conhecemos ninguém na zona, nem pais nem crianças. Fiquei surpresa por aquela senhora se oferecer assim tão prontamente sem nos conhecer. Por outro lado tive algum receio, afinal existe tanta maldade no mundo. Acabei por lhe perguntar se era mãe de um colega da sala dele. Ele disse-me que sim e informou o nome do menino. Eu pensei que não queria ofender a senhora que tão simpaticamente se ofereceu mas por outro lado não queria abusar da generosidade. Lembrei-me que vivemos numa zona diferente e que as coisas aqui funcionam de outra forma e acabei por dizer que sim.

Tenho mesmo que me habituar a este tipo de vida, em que todos nos dizem bom dia na rua, em que todos se conhecem uns aos outros.

Quantas peras dá uma pereira?

É uma pergunta que tenho colocado a mim própria desde que comecei a apanhar pêras da nossa pequena pereira. Já comemos imensas e demos montes. Mesmo assim todos os dias estão pêras e mais pêras caídas e amassadas no chão. Ontem decidi apanhar tudo e ainda tirei um grande saco cheio.

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 Quase que nem o consigo levantar do chão de tão pesado que está. Vamos continuar a comer e se não dermos conta do recado transformou o resto em doce.

Quase que me esquecia de dizer que são totalmente biológicas. São tão doces que quase não há uma que não tenha vestígios de bicho.