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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

O Leonardo explica porque acredita no Pai Natal

- Leonardo és tão totó. O Pai Natal não existe. É tudo uma farsa. Os pais compram as prendas e fingem que foi o Pai Natal que as trouxe.

- Achas mesmo Guilherme?

- Claro que sim.

- Tu achas mesmo que todo o mundo ia pactuar com essa farsa? Achas que todos os pais iam gastar dinheiro em prendas só para fingir que o Pai Natal existe? Isso tem alguma lógica?

- Eu continuo a dizer que não existe.

- Pensa bem Guilherme. Achas mesmo que era possível haver uma farsa tão grande?

Não sei se convenceu o mais velho ou não, mas pelo menos, deve ter semeado alguma duvida na cabeça do irmão porque, no fim, escreveu uma carta ao Pai Natal.

As coisas que me pedem

- Mãe olha aqui!

- Salvador a mãe agora está a conduzir não pode olhar.

- Tens que cortar mãe.

- Tenho que cortar o quê?

- O meu dedo mãe!

- Tenho que cortar o teu dedo?

- Sim!

- A mãe já vê e já corta.

- Não mãe!!!!- grita o Santiago - Mano se a mãe corta teu dedo pois ficas sem dedo.

Lá seguimos o resto da viagem com o Santiago a contar os dedos e a mostrar ao irmão com quantos ficava se eu lhe cortasse um dedo.

 

 

Virei os olhos por um segundo

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Estávamos no quintal a brincar. Estava a ajudar o Salvador a descer do trampolim quando o Santiago chamou por mim. Dou com o rapaz enterrado em lama como se se tratasse de areia movediça. Quanto mais se mexia mais se enterrava. Eu não sabia se o deveria ir ajudar ou simplesmente ficar a rir da cena. Acabei por o ir salvar e nem queiram saber o estado em que estava. Fica a imagem do sapato para imaginarem.

Conversas ao jantar

- Já acabei. Vou comer fruta - diz o Leonardo

- O que vais comer?- pergunta o Guilherme

- Vou comer uma banana para me despachar.

Abre o frigorífico e diz:

- Esta pêra tem um ar mesmo delicioso acho que a vou comer.

- Mas não ias comer uma banana para te despachares?- pergunta o irmão

- Não tenho nada de especial para fazer pelo que posso muito bem ficar aqui a saborear esta maravilhosa pêra.

Juro que não fui eu.

Como já referi várias vezes é raro o dia em que não vou às compras e não volto com pelo menos um saco de comer. Assim que coloco o saco dentro de casa tenho quatro cabeças a espreitar as magnificas coisas que foram adquiridas. Para perceberem a importância do saco os rapazes primeiro espreitam as coisas e  só depois é que falam à mãe.

Depois de todos terem verificado tudo vou arrumar as compras e um dia deste tive um contratempo. Fui tirando coisas e colocando no sitio certo até que vi o fundo do saco e percebi que me faltava uma caixa de hambúrguer congelados. Pensei que já os teria arrumado sem dar conta pelo que fui espreitar e nada. Pensei que os teria colocado por engano no frigorífico e nada. Perguntei ao marido se os tinha visto e a resposta foi negativa. Lembrei-me que poderia ter ficado caída no carro mas também não. Pensei que poderia ter andado outra vez a fazer compras para outra pessoa o que já não é novidade. Fui verificar o talão e lá estava os ditos registados e pagos.

Comecei a andar pela casa em busca da caixa de hambúrguer e o marido pensou que eu tinha enlouquecido. Chegou mesmo a questionar-me se eu tinha sequer comprado o artigo que andava à procura. Raios para o homem sempre a gozar com a desgraça alheia. Continuei a minha busca determinada a encontrar a caixa de hambúrguer só para esfregar no nariz do marido. 

Entretanto um dos gémeos chega ao pé de mim e diz que tem o nariz sujo. Abro uma porta do armário da cozinha para tirar um guardanapo e assoar o rapaz. Quando coloco a mão dentro do armário vejo a minha caixa de hambúrguer bem em cima dos guardanapos. Desatei a reclamar que os gémeos deviam ter enfiado ali o artigo e eu nem reparei. Se foram de facto eles? Não sei mas vou afirmar que sim até ao fim.

Bolo queque

Ontem fiz uma formanda de queques para os rapazes levarem para a escola. Como cada vez somos mais a comer fiz a receita a dobrar. Correu tudo bem até ao momento de dividir a massa pelas formas. Enchi as 36 formas de quesques e fiquei com um pouco de massa. Como não sou de desperdiçar nada coloquei o resto da massa numa forma de bolo normal. Saiu do forno uma amostra de bolo com três dedos de altura porque a massa era mesmo muito pouca.

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 Os rapazes acharam uma piada é chamarem-me bolo queque. Depois quiseram provar tudo é a conclusão foi que o bolo queque era mais delicioso que os queques. Estes rapazes são demais 😂

Os pequenos estão uns tagarelas

- Mãe a Margarida diz não corre se não cais e partes a cabeça.

- A Margarida diz isso Salvador?

- Sim. O Salvador não corre porque poder cair e partir o nariz, partir a cabeça, partir os olhos, partir a boca, partir os dentes, partir a barriga, partir as pernas e partir os braços.

- E depois?

- E depois o Salvador ficava todo partido!

 

- Adeus Guilherme.- digo eu

- Mãe o Santiago quer ficar aqui na escola.

- Não podes meu amor não vês que a escola é só para meninos crescidos?

- Mas eu sou crescido. O Santiago come muito e está muito grande. Eu comi peixe, carne, arroz, massa, cenoura, bananas, uvas, leite, pão, cerelac. Eu comi tudo, tudo, tudo e já estou crescido.

 

Sabes que estas cansada

Sabes que estas cansada quando olhas para o teu teclado, antes de sair do local de trabalho e vês os teus óculos. Estranhas porque tens a certeza que já tinhas arrumado os óculos na sua caixa mas não perdes muito tempo a reflectir sobre o assunto. Procuras a caixa deles dentro da mala e preparas-te para os colocar lá dentro. Abres a caixa e vês a tua caneta cuidadosamente lá colocada dentro.

Afinal sempre tinha arrumado algo dentro da caixa dos óculos, arrumei foi a coisa errada

As coisas que eu vejo, a sério?

Lembram-se de uma situação que vos contei neste post? Pois é na altura fiquei muito surpresa com a situação porque nunca tinha visto nada como isto. Na sexta-feira estava a passar no mesmo sitio quando vejo uma situação ainda mais louca. O semáforo estava vermelho e chegou um senhor num jipe. Vi o senhor começar a subir o passeio e fiquei logo alerta para ver o que ele ia fazer. Qual não é o meu espanto quanto ele coloca o jipe com as duas rodas do lado do condutor em cima do pequeno passeio que faz a divisão da estrada. Coloca o carro na perpendicular ao semáforo, estica o braço e carrega no botão para os peões pressionarem quando querem passar.

Eu fiquei boquiaberta porque afinal deve ser moda por aqui o pessoal carregar no botão dos peões para fechar o semáforo do sentido contrário. Este senhor é ainda mais engenhoso porque nem sai do carro para o fazer. As coisas que eu vejo, a sério!