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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Já me devia ter habituado...

- Mãe cheira tão bem. O comer está quase pronto?

-Sim Guilherme, já está pronto. Faz-me um favor e vai chamar os teus irmãos enquanto eu coloco o comer nos pratos.

- LEONARDO, SALVADOR, SANTIAGO VENHAM COMER!

-Guilherme se fosse para gritar tinha gritado eu...

 

Noutro dia.

- Mãe posso provar um bocadinho?

- Santiago o comer já está pronto por isso vais já provar. Vai por favor lá acima chamar os manos.

- GUILHERME, NARDO, SALVADOR COMER!

- Santiago não grites filho.

 

- Mãe a minha barriga tem muita fome!

- O jantar já está pronto. Só temos que chamar os manos para virem comer.

- Eu faço. NARDO, GUILHERME, SANTIAGO HORA DE COMER!

 

- Amor o comer está pronto. Podes chamar os teus irmãos?

- MANOS VENHAM COMER!

 

Tentem não rir

Os quatro rapazes estavam sentados à mesa e nós colocávamos o comer nos pratos.

- Oh Salvador! 

- O que foi? - pergunta o pai

Olhamos e estava o Guilherme a limpar a mesa com um guardanapo.

- Entornou água outra vez?

- Foi só um pouco. 

- Possa Salvador todos os dias é a mesma coisa! Todos os dias entornas o raio do copo de água.

- Não pai. Não é todos os dias é todas as noites.

Quem é que estava certo?

Ontem a caminho do trabalho cruzamos com alguns animais. Primeiro, um gato atravessou a estrada. Um pouco mais à frente tive que parar para três cães passarem.

O Santiago disse-me tinha visto quatro gatos. 

O Salvador disse que viu um gato, um galo é um porco.

Quem é que estava certo? Acho que eu mas sinceramente ando tão cansada que nem vou teimar. 

Escrevi só para demonstrar como as pessoas podem ter uma interpretação tão diferente da mesma situação 😊

Uma aventura na farmácia

Precisava aviar o antibiótico para o Salvador. Não me pareceu viável perder tempo a ir deixa-los a casa para depois ir à farmácia. Analisei alternativas e resolvi experimentar uma farmácia em que os medicamentos são avisados em drive in. Claro que como sou um pessoa cheia de sorte a dita farmácia estava fechada. Não me restou outra hipótese se não ir à normal. 

Entrei com os rapazes e disse-lhe que fossem brincar no espaço para as crianças. Não tínhamos ninguém à nossa frente pelo que a nossa estadia na farmácia será breve. Eis que o Santiago grita:

- Quero fazer xixi e cocó!

Ouvem-se gargalhadas na farmácia e eu procuro algo que indique uma casa de banho. Como não vi nada digo ao rapaz para aguentar. Olho desesperada para os nove posto de atendimento para ver qual fica disponível para mim e o Santiago grita:

- Estou a fazer! Não aguento!

O nosso numero aparece no ecrã corro para o posto atiro as receitas para o farmacêutico enquanto lhe pergunto onde é a casa de banho. Ele indica-me o caminho com um ar surpreso, eu digo-lhe que pode preparar o antibiótico enquanto corro com os dois rapazes para a casa de banho. Chegada ao cubículo tento fechar a porta com os três lá dentro. Quando fecho a porta já o Santiago está sentado na sanita, o Salvador baixa a calça e diz que está aflito para fazer xixi. O Santiago continua na sanita e eu peço para que o Salvador aguentar. Minutos depois conseguimos sair da casa de banho, os pequenos apressam-se para a casinha de brincar e eu dirijo-me ao posto de atendimento que está vazio. Penso que quando o farmacêutico voltar vou estar à espera como uma pessoa normal quando o Santiago grita novamente:

- Mais cocó.- enquanto corre para a casa de banho

A mim só me resta pegar no Salvador e correr atrás. No caminho para a casa de banho passo pelo farmacêutico que se dirige ao local de trabalho já com o nosso antibiótico preparado. Digo adeus à minha hipótese de parecer uma pessoa normal. Nova ginástica na pequena casa de banho, regresso à frente da farmácia a tempo e dar os dados e fazer o pagamento. Agradeço e saiu envergonhada ciente que tão depressa não volto ao local do crime.

Vaca, vaca, vaca

Estávamos em casa. Eu preparava a máquina de roupa para lavar e o marido estava a distribuir o jantar pelos pratos dos pequenos. O Santiago andava a passear pela cozinha e começa a dizer:

- Vaca, vaca, vaca.

- Então Santiago!- exclamamos eu e o marido em conjunto.

- Mas é uma vaca. Olha uma vaca, uma vaca, uma vaca. São três vacas.

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Afinal foi um falso alarme. O rapaz não estava a ofender ninguém 😂.

Deve ser o espírito natalício

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Ontem quem foi às compras a um certo supermercado aqui da zona deu de caras com este veículo parado na faixa de circulação. Quem entra no parque do supermercado é obrigado a virar à direita coisa que não era possível fazer por causa do carro estacionado. Apesar de existirem lugares com fartura o proprietário do veículo achou que aquele seria o lugar mais indicado para estacionar. Talvez seja resultado da euforia originada pela quadra natalícia. O que vale é que estava tudo bem disposto, talvez também fruto da época, as pessoas limitavam-se a abanar a cabeça ou rir da situação enquanto infringiam uma ou duas regras de trânsito para poderem continuar viagem.

O Leonardo explica porque acredita no Pai Natal

- Leonardo és tão totó. O Pai Natal não existe. É tudo uma farsa. Os pais compram as prendas e fingem que foi o Pai Natal que as trouxe.

- Achas mesmo Guilherme?

- Claro que sim.

- Tu achas mesmo que todo o mundo ia pactuar com essa farsa? Achas que todos os pais iam gastar dinheiro em prendas só para fingir que o Pai Natal existe? Isso tem alguma lógica?

- Eu continuo a dizer que não existe.

- Pensa bem Guilherme. Achas mesmo que era possível haver uma farsa tão grande?

Não sei se convenceu o mais velho ou não, mas pelo menos, deve ter semeado alguma duvida na cabeça do irmão porque, no fim, escreveu uma carta ao Pai Natal.

As coisas que me pedem

- Mãe olha aqui!

- Salvador a mãe agora está a conduzir não pode olhar.

- Tens que cortar mãe.

- Tenho que cortar o quê?

- O meu dedo mãe!

- Tenho que cortar o teu dedo?

- Sim!

- A mãe já vê e já corta.

- Não mãe!!!!- grita o Santiago - Mano se a mãe corta teu dedo pois ficas sem dedo.

Lá seguimos o resto da viagem com o Santiago a contar os dedos e a mostrar ao irmão com quantos ficava se eu lhe cortasse um dedo.