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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Afinal não sou só eu.

Chegamos à garagem e o Guilherme perguntou-me:

- Vamos neste carro?

- Sim, hoje vamos neste. 

Coloquei-os todos na carrinha e começo a fazer manobras para sair da garagem. Às tantas reparo que o Guilherme está a tapar os ouvidos. Parei o carro e perguntei:

- Guilherme o que se passa?

- Não gosto deste carro! Está sempre a apitar.

Afinal não sou só eu que não gosto destas modernices

Até estacionar se tornou complicado....

Estava habituada a estacionar o carro em qualquer sitio. O primeiro lugar que via era meu, até porque tinha um Toyota Aygo que praticamente cabe em qualquer lado. Recordo-me de refilar quando via carros mal estacionados, ficava fula quando via um veiculo a ocupar dois lugares, as pessoas não tem civismo nenhum ( pensava eu). Isto tudo AG ( antes dos gémeos).

Nunca em toda a minha vida pensei que se tornaria tão difícil estacionar um carro. Passo a explicar.

Passei a conduzir um monovolume que devido ao tamanho não cabe em qualquer sitio. Para além disso tenho que colocar e tirar 4 crianças do carro o que por vezes se torna muito complicado. Se estaciono num estacionamento perpendicular torna-se muito difícil abrir as portas para retirar os ovos dos bebes, a solução é estacionar mais chegado a um lado de forma a conseguir abrir pelo menos uma das portas. Claro que esta não é a solução ideal porque apertar e desapertar o cinto de segurança da cadeirinha torna-se muito difícil quando estamos do lado contrário do veiculo. Para além disso implica tirar os outros meninos do carro para poder entrar e desapertar o cinto. Corremos também o risco, como já me aconteceu, de ao chegar ao carro os veículos vizinhos não serem os mesmos e estarmos apertados de ambos os lados.  Certos sítios tem lugares para famílias com bebes mas os lugares são minúsculos, pelo que já desisti de lá estacionar. A solução encontrada foi começar a parar o veiculo mais longe e de preferência encostado a um pilar ou corredor de passagem de carros, assim pelo menos temos uma lateral sempre desobstruída. Outra solução é ocupar dois lugares, assim podemos abrir as portas livremente. Eu falava dos outros e agora faço o mesmo. A vida dá muitas voltas.

No entanto nenhuma destas soluções é perfeita porque também tenho que conseguir abrir a bagageira para colocar o Leonardo no carro e o carrinho. Ainda no outro dia fui ao posto médico e estacionei paralelamente, estava toda contente porque conseguia abrir as portas de ambos os lados. Quando sai da consulta tinha um carro de tal forma encostado à minha traseira que nem a conseguia abrir. Tive que colocar os gémeos e o Gui no carro e fazer manobra para ajudar o Leonardo a entrar e conseguir colocar o carrinho.

Alguma vez pensaram que seria tão complicado?

O marido insiste para eu deixar a zafira que de facto tem as portas muito grandes e andar com  a mazda5. De facto a situação das portas ficava resolvida com esta mudança pois como a 5 tem portas de correr nunca ficava condicionada. Mas existem algumas desvantagens que para mim contam muito. Primeiro o banco do meio da 5 é muito pequeno e o Guilherme fica muito apertado entre as cadeiras dos irmãos, fico com pena do menino. Para além disso a 5 gasta bem mais combustível que a zafira, com estas crianças todas todos os cêntimos contam.

Enfim não existe uma solução perfeita, temos que nos aguentar.

Mas agora já sabem, se forem como eu que reclamava dos carros mal estacionados, às vezes existe uma explicação para o facto. Se for uma safira provavelmente sou eu!