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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coisas que só acontecem quando estou sozinha.

O marido foi para a bola e eu fiquei sozinha com os pequenos. Dei-lhes jantar e arrumei a cozinha. Quando terminei tudo sentei-me no sofá dois minutos até que ouvi:

- Mas o que é isto? - perguntou o Guilherme

- Mãe, mãe anda cá depressa! Está aqui cocó no chão.

Eu sai disparada e não e deparo-me com quatro rapazes a olhar para um bocado de coco. 

- Mas como é que...mas...- fiquei tão perplexa que nem conseguia falar.

- É cocó Santiago - diz o rapaz com um sorriso nos lábios

-  Foste tu Santiago?

- Sim.

- Mas como é que o Salvador tem as mãos sujas e tu não?

- É que esse mano mexeu no cocó.- Explica o Guilherme

 Lavei as mãos ao Salvador enquanto os mais velhos faziam de guarda costas do dejecto. Limpei o chão e fui mudar a fralda ao Santiago. Percebi então que aquilo tinha saído da fralda e escorregado pela perna a baixo.

Porque é que estas coisas só me acontecem quando estou sozinha com eles?

Serei a única pessoa no mundo que já agrafou o próprio dedo?

Ontem à noite estava a conversar com o marido sobre acidentes e comentei que já tinha agrafado o meu próprio dedo.

Ele desatou a rir enquanto gozava comigo:

- Como? Como é que é possível alguém agrafar o dedo?

- Não sei, estava às voltas com o agrafador e só senti a dor no dedo.

- Catarina só mesmo tu. Deves ser a única pessoa que já fez isso. Eu até diria que fizeste uma coisa quase impossível.

Senti-me triste e humilhada ao pensar que seria a única pessoa capaz de algo tão sem jeito. Pensei para mim se não existiriam pessoas por ai, tão ou mais desastradas que eu,capazes de uma proeza idêntica.

Ajudem-me por favor a provar ao marido que agrafar o próprio dedo é uma coisa muito comum no dia à dia

Coisas que só nos acontecem a nós nº 11

Esta já é muito antiga.

Acordei de madrugada com o barulho da campainha. Ouço o meu pai a falar com alguém, quando desliga diz para a minha mãe:

-É o vizinho aqui do prédio ao lado. Diz que nos bateram no carro e fugiram, mas ele ficou com a matricula.

-Bateram-nos no carro mas tu foste à janela quando ouviste o estrondo, não viste nada?

-Não vi nada, deve ser coisa pouca. - respondeu o pai.

Eu levantei-me para ver o que se passava. O meu pai desce as escadas para ver o estrago e para ir buscar o apontamento da matricula. Quando chega ao pé do vizinho este estende-lhe uma chapa de matricula.Resultado de imagem para imagens de matriculas

Sim, leram bem, deixaram a matricula caída no meio da estrada. Chamamos a policia e alguns instantes depois aparecem quatro indivíduos perdidos de bêbados. Disseram que não tinham fugido apenas tinham ido esconder o carro porque não estavam em condições de conduzir. O meu pai mandou-os embora porque já tinha chamado a policia que chegou instantes depois. A pancada foi tal que o nosso carro foi bater no da frente e este, por sua vez, bateu no que estava estacionado à sua frente.

No final correu tudo bem, ninguém se aleijou e os arranjos foram todos pagos. Mas digam lá que não foi sorte a chapa ter ficado para trás.