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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Lamento mas hoje não me apetece trabalhar!

A verdade é que estou exausta. Ainda não recuperei da escarlatina dos gémeos. Para além disso os pequenos têm andado loucos. Chega a hora de dormir e só querem brincar. Eu tenho que me zangar e dizer-lhe que é para dormir. Mesmo assim só consigo que adormeçam perto da meia noite. Depois o Santiago habituou-se a dormir comigo e tenho passado a semana toda a tentar deixa-lo sozinho na cama. Deito-me na minha cama e nem passado meia hora  já está a chamar para mim. Volto para o pé dele e ando assim um pouco até que desisto e durmo o resto da noite na cama dele.

Como se não bastasse, todos os dias, de manhã, os pequenos acordam super animados a pensar que vão para a praia. Estou a vesti-los e eles a dizer:

-À praia, à água!

Ora trabalho ou praia? Lá venho eu de mau humor trabalhar e passo o dia a sonhar com a praia.

Coisas que só nos acontecem a nós nº 21

Certo dia conduzia eu o meu belo carro pela estrada fora. Seguia apressada para o trabalho. Lembro-me de ter ultrapassado alguns ciclistas, aliás eles andam ai aos montes. Entretanto, mais adiante o transito parou abruptamente. Eu parei também em segurança e fiquei à espera que a fila avança-se. Passados alguns minutos ouvi um estrondo e senti o carro estremecer. Olhei pelo espelho retrovisor mas o carro de trás continuava distante de mim. Olhei para o da frente e tínhamos uma distância entre nós. Olhei para o lado esquerdo e estava tudo ok. Olhei para o lado direito e vejo um ciclista a levantar-se.

Primeiro pensei que tinha atropelado o homem mas depois lembrei-me que estava imóvel naquele sitio há uma eternidade. Olhei para o senhor, este indicou o meu espelho que estava dobrado numa posição estranha. Felizmente não estava nada partido e pudemos ambos seguir viagem. 

Contudo nunca me vou esquecer do dia em que fui abalroada por uma bicicleta

Será que a nossa casa está assombrada?

Fomos jantar com uns amigos. Vestimos os pequenos, apagamos tudo e saímos. Na garagem percebi que não tinha levado casaco pelo que voltei a casa para o buscar. Entrei, fui directa ao quarto onde peguei no casaco e sai deixando tudo às escuras.

Jantamos nas calmas e depois ainda fomos para casa dos colegas, onde estivemos mais um pouco na conversa. Voltamos depois para casa já perto da meia noite. Chegamos à porta de casa e ouvimos ruído. Primeiro pensamos que seria de casa do vizinho mas logo percebemos que não. Abrimos a porta e vimos claridade para além de barulho. Entramos apressados para ver o que se passava. Encontramos a televisão do quarto ligada em altos berros.

Como? Não faço ideia. Mas fiquei bastante preocupada com o assunto. Dei por mim a imaginar aquelas senas dos filmes de terror em que as personagens saem da televisão para a vida real. Sim eu sei que tenho uma imaginação muito fértil.

Mas a verdade é que, ou temos fantasmas em casa, ou a televisão têm vida própria. O que acham?

Fomos à Magnum Store e ficamos pela porta

O marido quis fazer-me um miminho. Ora o que é que se dá a uma gulosa? Doces claro. Resolveu portanto levar-me a comer um gelado à Magnum Store.

Fomos todos contentes para Lisboa. Chegamos à loja e a fila chegava à porta. Ocupamos o nosso lugar no fim da mesma e esperámos. Esperámos, esperámos e esperámos. Cerca de dez minutos depois ainda estávamos exactamente no mesmo sitio.

Acabei por arrastar o marido de lá para fora porque não tive paciência para perder a tarde toda numa fila só para comer um gelado. Acho que vou esperar para a coisa passar de moda para poder ir experimentar.

 

Estamos mais pobres?

Os mais velhos ficaram loucos quando viram o carro novo. Quiseram que o pai lhes mostra-se tudo enquanto davam exclamações de aprovação. De seguida o Leonardo veio ter comigo e disse-me:

- Mãe, o carro novo é muito fixe mas quero perguntar-te uma coisa.

- Diz lá meu querido!

- Nós pagamos o carro todo?

- Claro que pagamos. - disse eu, enquanto sorria interiormente da inocência, como se fosse possível comprar só metade.

- Ah! Então ficamos mais pobres.- concluiu ele

 

Sempre nas pechinchas

Enquanto fui eu a dar o comer aos gémeos nunca utilizei talheres próprios. Comiam com os nosso de inox sem problema nenhum. Contudo cresceram e está na altura de começarem a comer sozinhos. Tive receio de os deixas comer com os garfos normais. Imaginei mil e uma formas de a coisa poder correr mal, tipo garfos espetados em sitio estranhos. Sim eu sei que tenho uma imaginação muito fértil

Encontrei então uma alternativa no continente.

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 Os talheres são giros e práticos. Podem ser lavados na máquina e o material parece bastante resistente. Quando deixarem de ser necessários para os gémeos podem ser guardados para piqueniques. O melhor de tudo é que só custaram 1,5 €. Digam lá que não foram uma pechincha?

Ontem tivemos birra ao jantar

Ontem fiz bifes de frango grelhados com arroz e legumes para o jantar. Os gémeos começaram a fazer birra para comer e a apontar para os legumes. Pensei que não os queriam mas afinal estava enganada. Afinal queriam era legumes com fartura. Comeram todos os que tinham no prato e o pai ainda lhes pôs o tacho à frente. Só pararam quando viram o fundo. Dá gosto vê-los comer assim

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Hora das torradas

Se há coisa que eu adoro é uma bela de uma torrada. A verdade é que adoro pão. Adoro ao ponto de ser capaz de trocar comer de prato por uma sandes. Mas gosto ainda mais de torradas. O marido chega a questionar se eu não estou enjoada de tanto as comer.

O prior de tudo é que agora passei o vicio aos pequenos. O Santi vêm muitas vezes pedir-me pão, quando lho dou ele recusa e aponta para a torradeira indicando que quer pão quente.

Ontem coloquei um pouco de pão a torrar e quando dei conta tinha uma mesa cheia de meninos ansiosos por pão. Acabei por fazer torradas para todos mas vi-me aflita para dar conta do recado. Têm que inventar torradeiras para famílias numerosas.

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Lisboa, Lisboa

Acho que todos podemos concordar no facto que temos um pais lindíssimo. Praias fluviais estupendas, trilhos de florestas de tirar o fôlego, zonas históricas espetaculares. Por vezes algumas dessas paisagens estão tão próximas de nós que nem lhes damos o devido valor. Passamos apressados por elas sem lhes dedicarmos poucos segundos. Este é o resultado quando olhamos com olhos de ver.

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Guilhermisses

- Mãe preciso de ajuda num exercício do livro de fichas.

- Precisas? Então diz-me lá como é a pergunta?

- É assim: Qual é nanana nanana nanana?

- Guilherme como é que queres que te ajude se nem me sabes dizer a pergunta?

 

Mais tarde ouvi uma conversa entre ele e o pai.

- Ó pai, naquele jogo do ladrão tiveste de responder a uma pergunta no capitulo três não foi?

- Acho que sim Guilherme.

- Eu escolhi a numero dois e tu pai, qual escolheste?

- Não me lembro quais eram as opções?

- A primeira era nanana, a segunda era nanana nanana...

- Ó Guilherme achas mesmo que eu chego lá assim.