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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coisas que me fazer sentir ainda mais frio

Uma pessoa sai do quentinho da cama e fica logo enregelada. Veste meia dúzia de camisolas e começa a sentir que afinal não está assim tanto frio. Acorda os pequenos e uma das primeiras coisas que perguntam é:

- Praia?

- PRAIA!? Não está muito frio para ir para a praia.

- Praia! Castelos de areia..

- A praia está fechada. – afirmo enquanto me sinto arrefecer perante a imagem mental do vento das ondas

Despacho os rapazes e na azáfama para sair de casa até aqueço um pouco. Chego ao trabalho que fica numa zona prima do pólo norte. Encho-me de coragem para sair do carro porque sei o que me espera lá fora. Corro para dentro das instalações toda encolhida dentro do casaco e oiço:

- Bom dia.

Olho para o colega que me saúda todo contente de manga curta e sinto-me

 

Preocupações de uma mãe perante o frio

Estou aqui sentada na secretária cheia de frio e não consigo deixar de pensar nos rapazes.

 

Será que estão bem?

Será que têm frio?

Será que lhes mandei roupa suficiente?

Será que vestiram o casaco para brinca no recreio?

Será que colocaram os gorros e as luvas?

 

Levantei-me três vezes de noite para verificar se estavam tapados. Ouvi o Leonardo espirra pelo que lhe mandei um casaco ainda mais quente. Saíram do carro com aparência de quem engordou dez quilos durante a noite mas mesmo assim estou inquieta. Entraram na escola e foram encaminhados para a sala para fugirem ao frio mas nos intervalos devem tê-los deixado sair para a rua. Sinceramente espero que não, a escola está ali numa zona tão fria. Fica um pouco isolada e desabrigada o que faz com que o frio seja maior. Sai de casa com cinco graus que desceram até ao zero no portão do estabelecimento. Vou continuar aqui, preocupada até os ter todos no quente da nossa casa.

 

Serei a única pessoa no mundo que já agrafou o próprio dedo?

Ontem à noite estava a conversar com o marido sobre acidentes e comentei que já tinha agrafado o meu próprio dedo.

Ele desatou a rir enquanto gozava comigo:

- Como? Como é que é possível alguém agrafar o dedo?

- Não sei, estava às voltas com o agrafador e só senti a dor no dedo.

- Catarina só mesmo tu. Deves ser a única pessoa que já fez isso. Eu até diria que fizeste uma coisa quase impossível.

Senti-me triste e humilhada ao pensar que seria a única pessoa capaz de algo tão sem jeito. Pensei para mim se não existiriam pessoas por ai, tão ou mais desastradas que eu,capazes de uma proeza idêntica.

Ajudem-me por favor a provar ao marido que agrafar o próprio dedo é uma coisa muito comum no dia à dia

Rancho na TM5

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Ingredientes:

600g de entrecosto cortado aos pedaços

1 cebola

2 dentes de alho

30g de azeite

3 cenouras grandes cortadas aos cubos

1 caldo de carne

1 chouriço de carne cortado as rodelas

1 farinheira

120g de polpa de tomate

300g de lombardo cortadas em pedaços

300g de macarrão

600g de água

500g de grão

 

Preparação:

Coloque os alhos e a cebola no copo e pique 5 seg/vel 5.

Junte o azeite, o chouriço e programe 5 min/varoma/vel 1.

Coloque a farinheira e a couve na varoma. Tempere e reserve.

Adicione a polpa de tomate, as cenouras, o entrecosto, tempero a gosto e programe 3 min/100ºc/vel1.

Adicione a água, o caldo, a varoma e programe 25min/varoma/vel colher inversa.

Coloque o grão no tabuleiro da varoma.

Adicione a massa no copo, coloque o tabuleiro na varoma e programe mais 12 min/varoma/ vel colher inversa.

 

 

Quem é o amor?

Ontem o Leonardo amanheceu meio adoentado. Tinha queixar idênticas ao que eu e o pai temos sentido nos últimos dias pelo que não foi à escola. Em vez disso veio comigo para o trabalho e portou-se lindamente. Passou o dia entretido entre desenhos e fichas de exercícios que lhe dei para fazer.

A meio da tarde o meu telemóvel tocou e eu atendi. Estava a meio da conversa quando oiço o Leonardo perguntar:

- Mãe quem é o amor?

- Diz Leonardo?

- Quem é o amor?- pergunta enquanto aponta para o telemóvel

- Espera que tenho aqui um rapaz que quer saber com que é que eu estou a falar.- disse enquanto passei o telefone ao Leonardo

- Sim.

-…

- Pai és tu!- disse com um sorriso no rosto

-…

- Pai mas porque é que no telefone da mãe aparece amor e não Rodrigo?

O pai lá lhe explicou, não sei o que lhe disse mas o rapaz deve ter ficado esclarecido porque já não perguntou mais.

 

Já começou...

Já chegaram à idade de quererem ter amigos cá em casa. Começou uma vez, outra e agora não querem outra coisa. Eu nem me importo porque já sabem que adoro uma casa cheia mas é difícil gerir estas agendas tão apertadas.

No sábado recebemos um amigo do Guilherme. Veio por volta das onze horas. Brincaram, almoçaram, brincaram mais e mais. Por volta das 18 horas a mãe do colega ligou a saber se o podia vir buscar. Falou com o rapaz que lhe disse que queria dormir connosco. Combinamos então que ele iria dormir em nossa casa. À noite ligamos à mãe para lhe dar as boas noites e ouvi o rapaz a dizer que não queria ir embora de manhã. Dizia que queria ficar até à noite de domingo e foi preciso bastante diálogo com a mãe para ceder. Esta confidenciou-me que a minha casa devia ter mel que ele não queria sair de lá. No domingo acabamos por ter que adiar a hora de saída uma vez que o menino dormiu até muito tarde. Perto da hora de almoço lá veio a mãe busca-lo mas antes de sair já estavam a fazer planos. Quem ia passar o próximo fim de semana e quando.

Isto é muito giro mas o Guilherme já me disse que têm mais dois ou três amigos para trazer e o Leonardo também quer. Depois começam a vir convites para ir para casa dos colegas e ficamos sem mãos a medir. O melhor será convida-los logo todos e fazer uma grande festa.

Nem quero pensar quando forem os amigos dos quatro.....

Não sei se foi um elogio ou se devo ficar ofendida

Um dia deste fui ao supermercado com uma colega de trabalho à hora de almoço. Andávamos pelos corredores quando a minha amiga parou para falar com uma senhora. Disse-me mais tarde que era a mulher de um colega nosso.

No dia seguinte o meu colega entra no nosso gabinete e pergunta:

- Catarina ontem foste com a S. às compras?

- Sim fui.

- Logo vi- disse ele com ar de gozo

- Estás a rir-te porquê?- pergunta a minha colega

- Por nada. - Afirma enquanto faz um esforço para não se rir

- A tua mulher disse que me viu? - Insiste a minha colega

- Sim disse-me que te viu e que ias acompanhada por uma miúda.

- Por uma miúda?

- Sim eu também não percebi e perguntei-lhe se era a tua filha. Ela respondeu-me que não que era uma jovem de quinze ou dezasseis anos.

- ???

- Eu perguntei-lhe se a jovem tinha umas calças azuis e um casaco preto. Calculei logo que era a Catarina.

Muitas são as pessoas que me dizem que pareço mais nova mas nunca me tinham dado dezasseis anos. Não sei se hei-de ficar ofendida ou aceitar como um elogio.