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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Novos apoios na educação

Ontem fui finalizar as inscrições dos rapazes na escola e fui informada que existem novos apoios na educação. Eu desconhecia totalmente estas novas medidas aliás tudo começou porque nem levei o papel do escalão do abono. A funcionária perguntou por ele e eu brinquei que nem o tinha impresso porque não tinha direito a nada devido a estar no 3º escalão. Fui surpreendida quando me explicaram que existia um pequeno apoio para o terceiro escalão também, aparentemente é um despacho que acabou de sair ( despacho n.º 5296/2017 de 16 de Junho). Percebi então que o Guilherme vai ter direito a 29,50 € para a ajuda de livros o que não é muito mas todos os cêntimos contam. Para além disso a câmara ainda lhe paga o passe, esta medida é uma escolha do município. 

O Leonardo terá os manuais de graça, uma vez que, o estado empresta os livros e a câmara dá os manuais de exercícios. Os gémeos terão desconto no valor do prolongamento também devido ao escalão.

Tudo somado ainda dá uma ajuda jeitosa principalmente para famílias numerosas como a nossa. Bem sei que não é a ideal e ainda há muito a fazer no campo da educação mas aos poucos vamos avançando no bom caminho. Talvez um dia o ensino gratuito seja mesmo gratuito.

O que muda depois de uma mudança de casa?

Quando mudamos de casa esperamos que as coisas mudem para melhor. Mudamos de casa porque necessitamos e esperamos que essa mudança nos traga coisas boas. Mudamos porque queremos ficar mais perto do trabalho e assim gastar menos tempo e dinheiro em deslocações. Porque precisamos de mais e assim vamos conseguir funcionar melhor. Porque precisamos de menos espaço e assim vamos ter menos para limpar e arrumar. Mudamos porque queremos viver perto da praia, perto do campo, no centro da cidade. A verdade é que podemos mudar por mim e uma coisas mas o objectivo final é sempre melhorar.

Por aqui contamos com quase dois meses desde a mudança e já se notam muitas diferenças na nossa vida. Posso afirmar que me custou a adaptar a algumas coisas. A principal foi o facto de não ter o comércio tão à mão. Não é que não esteja perto de supermercados, aliás até tenho mais aqui na redondeza do que tinha na outra zona onde vivíamos. Contudo tinha um supermercado tão próximo de casa que ia sempre a pé às compras. Neste momento também posso ir a pé vou é demorar muito mais tempo para lá e não deve ser agradável fazer o caminho de volta carregada.

No entanto tudo o resto superou as minhas expectativas. Os rapazes adoram a casa, a liberdade, o espaço. Nós adoramos a tranquilidade e o silencio da zona. Adoro ouvir os grilos à noite e os pássaros de manhã. Desde que mudamos notei que reduzimos muito as horas que passávamos a ver televisão, principalmente os rapazes. Hoje todos os quatro têm que partilhar uma e a programação nem sempre agrada a todos. Se os mais velhos estão a ver algo que gostam os pequenos brincam. Se for o contrário os mais velhos aproveitam para ler. Por vezes à noite deixam os mais novos a ver televisão e vêm para ao pé de nós. Sentam-se a ver os mesmos programas que nós, começo a notar um certo interesse para certas séries e programas. Conversam sobre o assunto, expressam opiniões, fazem perguntas.

Noto que tudo isto nos faz crescer enquanto família. Passamos mais tempo juntos, fazemos mais coisas juntos. Se vamos apanhar folhas para o jardim todos ajudam. Se vamos limpar todos arrumam. Aos poucos vamos criando novas rotinas mas cada vez mais estou certa que mudamos para melhor.

De certeza que é o meu filho?

Os mais velhos foram passar dois dias com os avós. Ontem a avó contava-me uma cena que se passou com o Leonardo no supermercado.

Os livros estavam em promoção e sabendo o quanto o rapaz gosta de ler a avó perguntou-lhe:

- Leonardo não queres levar um livro?

- Não avó a minha mãe trouxe-me um da biblioteca para eu ler. Mas há um problema, o livro é grande e só tenho quinze dias para o ler (está preocupado quando em dois dias já vai quase a meio).

- Lê um pouco cada dia e vais acabar a tempo. Não queres mesmo escolher um livro, para quando acabares esse?

- Avó não te preocupes porque eu não preciso de nada. Não precisas gastar dinheiro comigo porque eu tenho tudo o que preciso!

Estava a ouvir o relato da minha mãe e não pude ficar orgulhosa da escolha do rapaz

Criança que é criança

Criança que é criança gosta de:

  • correr e saltar livremente
  • brincar com água
  • passar na passadeira enquanto pisa apenas as zonas brancas ou pretas
  • de andar pelo passeio a fazer jogos imaginários nos quais têm que saltar todas as juntas.
  • andar sobre tudo o que é murros ou zonas mais elevadas
  • chapinhar nas poças de água
  • não estar parada um minuto
  • fazer rabiscos ou desenhos em folhas brancas
  • perguntar sobre tudo
  • beijinhos e abraços
  • sujar-se
  • amor e carinho
  • brincar com bolas, quer seja para chutar ou simplesmente atirar
  • jogos como jogar às escondidas, à apanhada ou à sardinha

As crianças só são crianças durante pouco tempo por isso deixem-nas brincar, sujar, correr.Deixem-nas esfolar os joelhos e levantar-se novamente. Dêem-lhes amor, mimos e deixem-nas ser crianças. Não peçam para que cresçam porque isso acontece mais depressa do que pensam. 

Mais umas prendinhas da natureza

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Já começamos a apanhar pêras da árvore que está tão carregada que os ramos quase tocam no chão.

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Apanhei também estes legumes que o antigo proprietário deixou plantados. Ainda não sei bem como o vou aproveitar porque não consigo ultrapassar o sabor que costuma ter. Deve ser o único legume que eu não como. Já tentei mas parece que estou a comer terra. Tenho que pesquisar receitas para ver se não se desperdiçam. Sugestões?

Depois das férias!

As férias passaram e chegou o mau humor, veio acompanhado pela tristeza de não poder aproveitar mais uns dias. Passamos o ano à espera destes dias mágicos que supostamente nos vão repor as energias e vitalidade mas a verdade é que não costuma ser assim. Por norma as férias são épocas de excessos. Aproveitamos os dias ao máximo. Por vezes roubamos umas horas ao sono para ter a certeza que fazemos render bem o peixe. Corremos para cá e para lá a tentar fazer um milhão de coisas que idealizámos, no fim percebemos que aspirámos demais e só metade foi cumprida.

Quando temos crianças então a coisa é ainda pior. Queremos que façam praia porque faz bem. Que passem uns dias no campo porque o ar puro faz milagres. Queremos que conheçam museus para que tenham cultura. Queremos passear, ir ao parque, montar puzzles e jogar jogos de tabuleiro. Queremos desfrutar dos nossos filhos ao máximo porque sabemos que estão a crescer e, cedo, vai chegar a hora em que já não quererão nada connosco.

Depois os escassos dias de férias chegam ao fim e eu fico com a sensação de não ter aproveitado o suficiente. Instala-se o mau humor de ter que voltar ao trabalho. Fico enraivecida com o facto de ter que estar nove, dez horas fora de casa e apenas duas ou três com os rapazes. É tão difícil passar uns dias tão bons e depois ter que abrir mão. 

Por isso sim, estou rabugenta, chateada e de mau humor. Ando com cara de poucos amigos e vou andar assim mais uns dias. Entretanto vou habituar-me ao ritmo novamente, vou voltar a sentir a adrenalina do trabalho. Talvez recupere o gosto pelo que faço, ou talvez não mas isso já é outra história, e esta nuvem negra que paira sobre a minha cabeça vai acabar por se dissipar.