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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Manias

Os pequenos entram na cozinha a pedir água. Encho um copo e dou-lhes. O Leonardo entra de seguida e diz:

- Também quero água.

- Então bebe. Já não precisas que te sirva.

- É verdade eu não gosto desta água. Vou beber água da torneira da casa de banho porque sabe melhor.

Ficam a saber que a água cá em casa não é toda igual

Mãe cheiras tão bem

Cheguei a casa do trabalho e o Leonardo veio acorrer dar-me um abraço:

- Mãe cheiras tão bem! 

- Obrigado amor.

- Adoro este teu cheiro! Cheiras ao teu trabalho.

Imaginam vocês que eu trabalhe nalgum sitio com um cheiro fantástico. Pois a verdade é totalmente diferente. O cheiro que o meu filho tanto gosta é o odor da borracha de cem mil pneus que se entranha em nós.

Enfim à gostos para tudo

Adivinham-se manhãs difíceis

O Guilherme sai de casa para apanhar o autocarro. Os gémeos ficam a berrar porque querem ir de autocarro com o Guilherme. 

Passados alguns minutos coloco os três restantes no carro e sigo para a escola do Leonardo. Chegamos a escola o rapaz sai do carro e os gémeos começam a berrar que querem ficar naquela escola com o Leonardo. Arranco com o carro mas eles não se calam. Choram durante os dez minutos que demoro até a creche.

Estaciono a carro já enervada e aborrecida de tanta choradeira e eis​que o choro aumenta de volume. Choram porque querem ir para a escola dos crescidos afinal já estão grandes. Não há palavras que os convençam que ainda não têm idade. Por fim desisto e deixo-os lá a chorar. Sei que se calam logo depois de sair por isso opto por não me enervar mais.

Espero que com a rotina deixem de berrar assim porque acho que não aguento muitas manhãs assim.

É mais fácil pedir um empréstimo.

Cheguei à conclusão que é mais fácil pedir um empréstimo do que matricular uma criança na escola. Pior ainda se se tratar de uma transferência como é o nosso caso.

Preenchi um monte de papéis na escola antiga com todos os nossos novos dados. Mais tarde fui chamada ao agrupamento novo onde tive que preencher quase uma resma de papel. A escola começa e eis que a professora tem uns papéis que é preciso preencher.

Socorro! Alguém que me explique porque motivo tenho que preencher cinquenta vezes os dados do aluno, dos pais e do encarregado de educação. 

Agora tenho que ir preencher o resto para o rapaz levar para a escola.

Coisas que só uma mãe de muitos entende.

O regresso às aulas é sempre um desafio. Quando temos mais do que um filho a situação torna-se ainda mais difícil. Na semana passada liguei para a escola do Leonardo a saber quando começavam as aulas. Disseram-me que tinha que ir a uma reunião na sexta feira às 17:30. De seguida liguei para a escola dos gémeos e disseram-me que tinha reunião na sexta às 17:30. Enquanto apontava percebi que teria que estar em dois sítios diferentes à mesma hora. 

Estava a tentar perceber como é que iria conseguir tal proeza quando recebi uma chamada da escola antiga. Surpresa atendi o telefone e falei com a professora do Leonardo. Esta informou-me que a festa para atribuição do diploma de mérito era na sexta-feira às 16:30.

Assim passei a ter que estar em três sítios basicamente à mesma hora. Combinei com o marido que ele iria à entrega dos diplomas com os mais velhos e depois iria buscar os pequenos à creche enquanto que eu iria tentar ir às duas reuniões. Liguei para as escolas e ambas me disseram que a reunião era muito rápida pelo que iria conseguir ir ás duas. Deixei então recado para a professora do Leonardo que iria à outra reunião primeiro pelo que chegaria um pouco atrasada.

No fim a reunião demorou imenso, saí da escola às 19:20 e a reunião ainda não tinha acabado totalmente. Corri para a escola do Leonardo mas a professora já não estava. Provavelmente pensou que eu já não iria afinal já passavam duas horas desde o inicio da reunião. 

Acabei por ter que ligar no inicio da semana para falar com a professora e combinar um dia para falarmos um pouco. Vida de mãe é difícil e nem vos falei das apresentações dos gémeos e do Guilherme na mesma manhã

As coisas que eu vejo

Ia a conduzir o meu carro quando o semáforo ficou vermelho num cruzamento. Vejo a porta do carro à minha frente abrir e uma senhora sair. Olhei curiosa para a senhora para ver porque motivo tinha saído do veiculo. Vi a senhora caminhar até ao semáforo , passou o que estava vermelho para nós e seguiu para o seguinte que estava verde para os outros veículos do cruzamento. Carregou naquele botão que existe para os peões premirem para passarem e voltou ao seu veiculo no momento em que o sinal fechou na faixa oposta e ficou verde para nós.

Eu segui o meu caminho a rir-me da situação. O que uma pessoa faz para não esperar num semáforo.

Perdi a cabeça

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Depois de vos ter contado aqui o susto que apanhei com o Leonardo por causa de uma pintura facial este sábado resolvi arriscar. Os pequenos adoraram as pinturas e quando chegaram a casa não queriam tomar banho para não ficar sem elas. Passei o dia ansiosa para ver se notava neles algum sinal de reacção alérgica mas felizmente correu tudo bem e não tivemos problemas. O Guilherme também se deixou pintar.

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O Leonardo não quis, sabe que teve aquele ataque de alergia e tem medo de tentar de novo. Eu cá até fiquei aliviada por ele não querer experimentar, afinal poderia acontecer a mesma coisa. Adorei a maturidade dele para saber dizer não a algo divertido porque lhe poderia fazer mal. Vi na cara dele que também gostava de se ter pintado mas soube optar pela melhor opção para ele.

 

Comentários inconvenientes

No fim do dia fui buscar os pequenos à creche para irmos para casa. Na viagem parei num semáforo vermelho e um dos pequenos diz-me:

- Mãe queo bolo niversário!

- Queres comer bolo de aniversário?

- Sim na festa.

- Querido agora só vais comer bolo na festa da I. que é já no fim de semana.

- Não mãe queo bolo ali na festa. - diz enquanto aponta para o passeio.

Eu olhei para ver a que festa se referia e vejo mais de cinquenta pessoas à porta da casa mortuária.

- Amor aquilo não é uma festa...- tento explicar sem saber bem o que lhe dizer.

- Mãe, olha muitas pessoas. É uma festa. Eu quero ir à festa!

Optei por fechar os vidros, que estavam abertos devido ao calor, para as pessoas não ouvirem o rapaz a gritar que queria ir à festa e arranquei assim que o sinal ficou verde. Ele chorou um pouco mas lá esqueceu a coisa. Eu segui caminho a pensar na quantidade de situações embaraçosas que me colocam.