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Quatro Reizinhos

Uma mãe obsessiva, um pai muito stressado e 4 filhotes. O mais velho hiperativo, o segundo com um feitio muito particular e dois bebes gemeos. Tanta cabeça debaixo do mesmo tecto não pode dar coisa boa.

Coincidência ou pressentimento?

Fiquei a saber que no dia da operação do Santiago o Salvador esteve bem na creche. Contudo segundo a educadora por volta das nove e um quarto o rapaz deu em chorar sem motivo nenhum e só chamava pelo mano. Disseram-me que esteve assim meia hora, depois parou e passou o resto do dia animado.

O curioso disto tudo é que eu sei que o Santiago estava a ser operado exactamente no período de tempo em que o Salvador chorou. Coincidência ou pressentimento?

Acordar uma hora mais cedo

Acordar uma hora mais cedo é difícil. Uma pessoa estava habituada a abrir os olhos e visualizar alguma claridade enquanto que hoje ainda era noite cerrada. Quando o despertador tocou pensei que me tinha enganado e colocado aquilo para tocar a meio da noite. Desliguei-o e tentei a custo ver as horas embora os meus olhos não quisessem colaborar. Percebi então que estava mesmo na hora de me levantar mas dai a ter conseguido fazê-lo passou mais um quarto de hora.

A escuridão, o frio, a chuva e o facto de ser segunda-feira também não ajudam a animar a manhã. Para além disso regresso ao trabalho depois de semana e meia fora, sei que vou ter muita coisa para colocar em dia. Hoje vai ser um daqueles dias em que nem vou ter tempo para ir à casa de banho. Vamos lá tentar ter uma boa segunda-feira.

Como explicar a diferença entre um livro e um filme.

Estava eu a ler o livro "Viver depois de ti" que me foi emprestado pela Mula quando o marido me perguntou:

- Porque estas a ler esse livro se já viste o filme.

Eu limitei-me a responder-lhe que são coisas muito diferentes mas fiquei a pensar como é que poderia explicar a alguém que não gosta de ler que um livro é muito mais que um filme.

Como explicar que num filme vemos a história da perspectiva que nos apresentam enquanto que num livro podemos fazer as nossas próprias ilações? Que num livros conseguimos sentir muito melhor as emoções das personagens. Conseguimos ver o ambiente que os envolve e até conseguimos sentir os cheiros que os andam no ar. Como explicar que as personagens se entranham na nossa cabeça, que aprendemos a gostar delas e nos é tão difícil dizer adeus quando chegamos ao fim. Como mostrar que só nos apetece ler páginas atrás de páginas para saber mais sobre a história. que quando não estamos a ler estamos a reviver o que já lemos e a pensar no que virá na próximas páginas. Que quando chegamos ao fim sentimos um misto de emoções, se por um lado estamos felizes por saber o final da história por outro lado, sentimos tristeza por termos que abandonar estes amigos imaginários que nos acompanharam enquanto durou a leitura. 

Eu prefiro um livro, sempre um livro.

 

 

Beijos

Não há melhores beijos que os de uma inocente criança. Beijos molhados e ruidosos. Beijos dados de livre e espontânea vontade e sem esperar nada em troca. Bem isso nem sempre é verdade porque muitas vezes depois de me encherem a cara de beijinho tratam de encostar a bochecha à minha boca para eu retribuir a enchente de beijos.

Não há nada melhor que estar no sofá e ser surpreendida por uma menino que chega e me beija as pernas de cima a baixo. Nada melhor que um pequeno pegar na nossa mão e começar a mar beijinhos em todos os centímetro.

Nada melhor que um menino chegar ao pé de nós rodear o nosso pescoço com os seus braços pequeninos. Sentir aquele cheiro a criança. Sentir aquelas mãos pequeninas que nos fazem festinhas enquanto que a boquinha nos beija as pálpebras, o nariz e as bochechas.

Digam lá que estes não são os melhores beijos do mundo?

Estou a tentar deixar de ser mãe galinha!

Isto de abrir algum controlo sobre a vida dos nosso filhos não é nada fácil sobretudo para maníacos do controle como eu. Contudo sei que não é benéfico para eles. Eu tive uma infância repleta de liberdade e  bem sei a felicidade que sentia. Bem sei que os meus filhos nunca poderão ter a liberdade que nós tivemos quando éramos pequenos devido à altura em que vivemos mas eu estou a esforçar-me para lhes dar alguma.

Para o ano o Guilherme irá para o quinto ano e isso poderá implicar sair ou entrar na escola a horas que nós não o possamos acompanhar. Estamos então a tentar aos poucos dar-lhe mais autonomia para que não seja um choque para ele. Começamos então a deixa-lo ir brincar para a rua.

A primeira vez que aconteceu vínhamos do parque e passamos por una rapazes a jogar à bola. Ele quis ficar e como os rapazes o deixaram juntar ao jogo nós deixámos. Deixei os restantes em casa com o pai, peguei num livro e fui sentar-me no banco do jardim a vê-lo. Ele percebeu e veio questionar-me porque é que eu estava a espia-lo ao que eu respondo que resolvi aproveitar para me sentar ao sol a ler um livro. Sei que ele ficou contente pela ideia de confiarmos nele e depois não gostou que eu voltasse atrás mas era a primeira vez e eu não conhecia nenhum dos outros rapazes. Enquanto li o meu livro admirei a forma como os outros rapazes, todos mais velhos, o protegeram. Uns mostraram-lhe truques e passes de bola, outro tratou de lhe cortar o caminho e repreende-lo quando tentou ir buscar a bola que tinha ido parar à estrada.Voltei para casa confiante que deveríamos fazer o mesmo mais vezes.

Foi assim que lhes começamos a dar um pouco mais de liberdade. Sugerimos que fossem ao parque sozinhos e eles foram. Nós ficamos a controlar os dois rapazes da janela e correu tudo bem. As saídas ao parque intensificaram-se e cada vez passam lá mais tempo. Começam a preferir passar tempo na rua a ver televisão e nós até agradecemos. Ficamos à janela ou sentados no sofá a ouvir o ranger do baloiço lá em baixo e é uma sensação muito agradável.

 

Não há fome que não dê em fartura

Passei por um grande período de seca em que não conseguia ler nada. Agora voltei ao activo mas estou com um problema. Assim que consegui ler o primeiro livro fiquei cheia de vontade de um segundo e de um terceiro. Neste momento quero ler tudo o que vejo  Tenho uma sede enorme dentro de mim como se quisesse recuperar o tempo perdido. Neste momento tenho quatro livros que tenho que ler. Um é do grupo do livro secreto, outro foi-me emprestado pela querida Mula, o terceiro ganhei no passatempo da redemption e o ultimo é de uma tia.

Quero lê-los todos o mais rápido possível porque tenho prazos a cumprir. Provavelmente estou a ter mais olhos que barriga mas tenho que tentar. Só espero entretanto ser forte para não juntar mais nenhum à lista até acabar estes.

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